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A INDÚSTRIA DO TABACO PRECISA DE LIMITE
Campanha propõe limites às ações da indústria para atrair jovens e adolescentes.

A indústria do tabaco precisa de limite” é o conceito da campanha publicitária da ONG Aliança de Controle do Tabagismo – ACT, que tem como parceiros a Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Outras Drogas – ABEAD, Fundação do Câncer, Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas de Álcool e Outras Drogas (Inpad) e foi criada pela agência EURO/RSCG Contemporânea. A mensagem principal visa disseminar entre a população que a liberdade da indústria do tabaco na promoção de ações para atrair adolescentes ao consumo de cigarros precisam de um limite.

Entre as ações apontadas estão a adição de sabores aos cigarros para tornar a primeira tragada mais palatável, a propaganda de cigarros nos pontos de vendas – geralmente posicionados ao lado das balas e doces - e a utilização de embalagens coloridas e atraentes para chamar a atenção do público jovem. O conceito da campanha foi criado para apoiar as propostas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) através das consultas públicas 112 e 117.

A propaganda em ponto de venda está proibida desde dezembro de 2011, quando foi aprovada a lei 12.546, que trata deste e outros assuntos relacionados ao tabaco, e aguarda regulamentação. No entanto, a exposição das embalagens de cigarro, uma importante ferramenta de comunicação, continua permitida. A proibição dos aditivos foi aprovada em reunião da diretoria colegiada da Anvisa, realizada em março de 2012, e os fabricantes terão até dois anos para tirar seus produtos do mercado.

A campanha traz peças como anúncios para jornais, revistas, outdoor e busdoor, spot para rádio e vai priorizar, ainda, as redes sociais, através do twitter e Facebook. Sua principal peça é o anúncio que lista oito motivos pelos quais a indústria do tabaco precisa de limites. São eles:

  • Porque ela ainda tem a liberdade de fazer propaganda em todos os pontos de venda.
  • Porque esta propaganda é sua principal estratégia para vender e atrair novos fumantes. Tanto que ela investe mais e mais milhões a cada ano.
  • Porque ela tem a liberdade de colocar seus produtos próximos a balas, doces e chocolates, o que influencia não só seus consumidores mas, em especial, crianças e adolescentes.
  • Porque ela tem toda a liberdade de adicionar sabores como canela, cravo, hortelã e baunilha para tornar o cigarro mais agradável. E principalmente para quem? Crianças  e adolescentes.
  • Porque ela tem a liberdade para vender seus produtos perto de escolas e universidades.
  • Porque ao fazer isso livremente ela ameaça a liberdade e o futuro dos jovens, que são o alvo prioritário desta indústria (90% dos fumantes começaram a fumar antes dos 19 anos).
  • Porque ela ainda tem a cara de pau de manipular a boa fé de seus consumidores afirmando que a liberdade deles é um “valor inegociável” e que eles são livres para fazer o que quiserem (apesar de serem escravos da nicotina).
  • Porque a liberdade de criar leis é da sociedade e não desta indústria.

As mensagens da campanha apontam para o site onde há um abaixo-assinado para quem quiser apoiar o movimento e ainda dá acesso a materiais promocionais: www.limitetabaco.org.br

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PEÇAS publiciÁrias

2012

 

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PESQUISAS COMPROVAM QUE POPULAÇÃO APOIA MEDIDAS DE CONTROLE DO TABACO

A criação da campanha “A indústria do tabaco precisa de limite”, da ACT, baseou-se em pesquisas encomendadas pela organização ao Instituto Datafolha. Em abril de 2011, foi feita uma amostragem nacional, com homens e mulheres acima de 16 anos, em 145 municípios das cinco regiões. Dos entrevistados, 86% são favoráveis à proposta de proibição da propaganda e promoção dos produtos de tabaco junto aos jovens, através de festas ou eventos específicos para este público-alvo. O percentual atinge 88% entre os que têm filhos e 90% entre os que trabalham na área de educação. A proposta tem adesão em todos os segmentos da amostra, incluindo os fumantes, com 75%.

Quanto à proibição da exposição das embalagens de cigarros nos pontos de venda, tais como padarias, bares, lanchonetes e bancas de jornais, para que deixem de ser vistas principalmente por crianças e adolescentes, 78% apoiam a medida. Até entre os fumantes a proposta tem adesão, com 65% de concordância.

Em relação à adição de sabores e aromas aos cigarros, tais como baunilha, morango, chocolate, para torná-los mais palatáveis e atraentes e favorecer a iniciação por jovens , 75% dos entrevistados são favoráveis a que se proíba aditivos aos produtos de tabaco, incluindo 66% dos fumantes.

Os setores opostos aos interesses da saúde pública fizeram previsões catastróficas, alegando que as medidas, se aprovadas, impediriam a comercialização de cigarros no Brasil e forçariam os consumidores a comprar produtos do mercado ilegal. Todas as vezes que se tenta pôr limites para a indústria do tabaco, essas alegações acontecem. As medidas ainda estão em análise pela Anvisa.

O aumento de impostos de produtos de tabaco tem apoio de 76% dos brasileiros, até mesmo de fumantes: 55% são a favor da medida.

A INFLUÊNCIA DOS PONTOS DE VENDA NA INICIAÇÃO

  • Pesquisa Datafolha/ACT (2008) feita em seis capitais, com jovens de 12 a 22 anos de idade, revelou que 79% dos entrevistados vêem cigarros à venda nas padarias, 71% nos supermercados e 58% nos bares:
    • Para 71%, essa exposição influencia a começar a fumar.
    • Para 63%, pessoas de sua faixa etária podem sentir vontade de fumar ao   ver os cigarros expostos em PDVs. Essa taxa chega a 71% entre os que têm entre 12 e 14 anos; ela é de 68% entre os de 15 a 17 anos e de 56% entre aqueles de 18  a 22 anos.
  • Pesquisa Datafolha/ACT (2010), feita na cidade de São Paulo, mostrou que a maioria dos estabelecimentos que comercializa cigarros possui, num raio de até um quilômetro, alguma escola de nível fundamental ou médio próxima, e mais de 1/3 tem faculdade nas proximidades.
    • Em 82% dos casos, os cigarros são expostos em displays, e, em 84%, estão visíveis para as crianças. Cartazes de propaganda de cigarros estão visíveis para as crianças em 66% dos estabelecimentos.
    • Em 83% dos estabelecimentos, os cigarros ficam próximos de balas, chocolates ou doces. Em 93% dos locais, os cigarros ficam próximos do caixa.
    • Em 2/3 dos estabelecimentos pesquisados há material promocional de cigarros, em geral próximo à área de exposição do produto: 69% dos estabelecimentos têm material promocional de cigarros, 68% têm este tipo de material na área destinada à venda de cigarros, 10% têm material em outras áreas do estabelecimento.
  • Pesquisa Datafolha/ACT (2010) nacional verificou que a maioria da população brasileira concorda que a exposição dos cigarros nos PDVs tem influência no tabagismo, tanto para crianças e adolescentes, como para os adultos:
    • Para 74%, a exposição dos cigarros influencia a iniciação de crianças e adolescentes.
    • Já 66% acreditam que esta exposição estimula a compra dos cigarros por adultos, sendo que 54% dos que responderam eram fumantes.
    • 64% são favoráveis à opinião de que “os cigarros devem ficar escondidos da visão do público em geral”. Mesmo entre os fumantes, essa posição tem adesão da maior parcela (51%)

Conheça a campanha no hotsite http://www.limitetabaco.org.br/

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
Rua Batataes, 602, cj 31, CEP 01423-010, São Paulo, SP | Tel/fax 11 3284-7778, 2548-5979
Av. N. Sa. Copacabana, 330/404, CEP 22020-001, Rio de Janeiro, RJ | Tel/fax 21 2255-0520, 2255-0630
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