Agenda
Artigos
Boletim
Campanhas
Enquetes
Notícias
Press Releases

 

 
 

 
Principal > Comunicação > Notícias

notícias

Combate às drogas lícitas (26/6/2006)
ACTBR

http://www.jornaldoestado.com.br/2006/060626/cidades/cidades001.htm

“Ninguém experimenta maconha sem passar antes por álcool e tabaco. E o quadro piorou nos últimos anos”, diz psicóloga

Carlos Simon

Drogas dentro da escola: maconha, crack e, com menor incidência, solventes, cocaína, anfetaminas e outras sofrem repressão cotidiana das forças de segurança atuantes nos estabelecimentos de ensino. Enquanto isso, o consumo das chamadas drogas lícitas por parte de estudantes é cena corriqueira, quase livre — senão dentro das escolas, nos bares, ruas ou em residências. Os índices impressionates de consumo de álcool e tabaco entre estudantes norteia as ações do Conselho e da Coordenaria Estadual Antidrogas — que a partir de hoje preparam ações ligadas à semana nacional de discussão do tema.

O último relatório do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas (Cebrid), de 2004, aponta que 88% dos paranaense maiores de 9 anos já experimentaram álcool ao menos uma vez na vida. Outros 60% afirmaram já ter consumido tabaco. E esta iniciação chega cada vez mais cedo. No Paraná, 41% das crianças entre nove e 12 anos já fizeram uso de bebida alcoólica; na faixa de 12 a 15 anos, o consumo sobe para 81%.

A Coordenadoria Estadual Antidrogas, vinculada à Secretaria Estadual da Justiça e da Cidadania e órgão executor do Conselho Estadual Antidrogas — que engloba vários órgãos governamentais ou não —, estabeleceu como meta principal o combate às drogas lícitas. “Ninguém experimenta maconha sem passar antes por álcool e tabaco. E o quadro piorou nos últimos anos”, afirma a psicóloga Sônia Alice Selde Maia, coordenadora estadual antidrogas.

A principal atividade da coordenadoria é capacitar professores dos ensinos básico, fundamental e superior, que assim levam à sala de aula ações de prevenção ao uso de drogas, paralelamente à grade curricular. O cuidado, porém, não se restringe às tradicionais palestras aos jovens, enfocando os malefícios do consumos destas substâncias. O alvo são as famílias e a comunidade. “A ação visa criar fatores de proteção, como o estímulo ao envolvimento dos pais com os filhos e o estabelecimento claro dos limites e da disciplina nas escolas. Quase sempre o consumo do álcool começa em casa, diretamente ou através do modelo negativo oferecido pelos pais”, afirma Sônia.

A idéia é coibir os fatores que normalmente propiciam o contato e o uso continuado de substâncias nocivas por parte dos jovens. “A prevenção pontual não é eficaz. Os resultados são obtidos em longo prazo, o que muitas vezes causa frustração porque somos imediatistas”.

Outro projeto da coordenadoria é o Prointer, programa de interiorização do combate às drogas. Desde fevereiro, oito reuniões foram organizadas em sedes de associações de municípios paranaenses, com ênfase nas características regionais. Participam prefeitos, vereadores, Ministério Público e representantes da sociedade civil. Nos municípios do Oeste do Estado, por exemplo, o enfoque se volta à maconha, crack e cocaína, mais presentes por causa da proximidade com a Tríplice Fronteira. “Ainda falta muita informação no interior. Mas ouvimos a demanda e adaptamos a proposta de política pública à necessidade deles”, diz a coordenadora.

Em sintonia com a 8ª Semana Nacional Antidrogas, entre os dias 21 e 26 de junho, a coordenadoria promove entre hoje e a sexta-feira a Semana Pró-Vida. Na agenda estão debates, fóruns, eventos de rua e divulgação em mídia das ações do governo.

ONU diz que mundo tem 25 milhões de dependentes

Dados da Organização das Nações Unidas indicam que existem hoje cerca de 25 milhões de dependentes químicos no mundo. E que aproximadamente 200 milhões de pessoas, entre 15 e 64 anos, usam drogas ilícitas pelo menos uma vez por ano — metade delas, usa drogas regularmente, pelo menos uma vez por mês. Com informações da Agência Brasil.

Esses e outros dados serão divulgados hoje no Relatório Mundial sobre Drogas 2006, elaborado anualmente pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC). A coordenadora de Projetos de Drogas e HIV/Aids do escritório para o Brasil e o Cone Sul, Cíntia Freitas, participará do lançamento no Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil.

De acordo com informações da representação da ONU, os estudos a serem apresentados trazem também números sobre o consumo, apreensão e tendência do uso de drogas no Brasil, em comparação com outros países da América do Sul e do mundo.

Semana nacional — Retirar a prevenção aos entorpecentes do jugo exclusivo do governo é o mote 8ª Semana Nacional Antidrogas, inaugurada oficialmente na última quarta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Semana, intitulada “Prevenção, Dividir Responsabilidade é Multiplicar Resultados”, enfoca a prevenção nas escolas, comunidades, ambientes de trabalho e, especialmente, dentro de casa. No discurso de abertura, Lula disse que o governo não deve ser tutor, mas indutor das ações preventivas ao uso de drogas. “Ninguém tem hegemonia para cuidar de uma coisa dessa magnitude no Brasil. É preciso despertar na consciência da pessoa que existe outra coisa para ela fazer do que as facilidades que as drogas oferecem”, falou o presidente.

Um dos projetos da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) e do Ministério da Educação é o Diga Sim à Vida, que conta com a parceria do Instituto Maurício de Sousa na elaboração de cartilhas e jogos da Turma da Mônica com mensagens de prevenção ao uso de drogas. As publicações são destinadas a alunos da pré-escola à 4ª série do ensino fundamental. Um dos personagens das historias é o jogador Ronaldinho Gaúcho.

O governo federal vai lançar dois editais públicos, no valor de R$ 1 milhão, para projetos de prevenção e combate ao uso de drogas desenvolvidos por organizações sem fins lucrativos. A informação foi dada pelo chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, ministro Jorge Armando Félix. Os recursos são do Fundo Nacional Antidrogas. (CS)

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
Rua Batataes, 602, cj 31, CEP 01423-010, São Paulo, SP | Tel/fax 11 3284-7778, 2548-5979
Av. N. Sa. Copacabana, 330/404, CEP 22020-001, Rio de Janeiro, RJ | Tel/fax 21 2255-0520, 2255-0630
actbr.org.br | act@actbr.org.br
FW2