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Anvisa propõe ‘encaixotar’ fumantes (9/5/2007)
Paula Johns

Fonte: http://www.jcnet.com.br/editorias/detalhe_bairros.php?codigo=103750


Consulta pública sugere uma série de normas restritivas aos fumantes, incluindo áreas especiais fechadas para tabagistas


Lígia Ligabue


Cada vez mais intolerante com o cigarro, o poder público propõe novas restrições aos fumantes. No início de abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou processo de consulta pública em seu endereço na Internet sobre uma série de normas que deverão ser implantadas em estabelecimentos comerciais, além de bares e restaurantes.


Pela norma, a fumaça tóxica dos cigarros, cachimbos e charutos será banida nos “recintos coletivos, públicos ou privados”, de acordo com o texto divulgado pela agência. As empresas poderão proibir que seus funcionários fumem dentro de suas dependências ou deverão implantar “fumódromos”, que deverão ter apenas uma porta e cada fumante deverá ocupar 1,2 metro quadrado (veja ao lado).


De acordo com o divulgado pela Anvisa, a consulta pública tem como objetivo zelar pela saúde, segurança, bem-estar e conforto dos usuários e trabalhadores em bares, restaurantes e comércio. Pelos termos da norma, nesses estabelecimentos o cigarro será permitido apenas nos ambientes ao ar livre. Dentro dos estabelecimentos, será proibido. Ou seja, será o fim da área para fumantes nos salões. O mesmo valeria para casas noturnas. Em Bauru, comerciantes e empresários divergem sobre a norma.


Marcelo Charles Mazeto, proprietário de uma choperia ao lado do Parque Vitória Régia, acredita que o prejuízo do seu estabelecimento pode ser grande. “Aqui, não temos área reservada para fumantes. Além disso, o ambiente é misto: temos o bar e o restaurante”, conta. Para ele, o mais difícil será convencer os clientes que não será mais permitido fumar.


Já para Osmar Garcia, proprietário de uma churrascaria no Centro, a proposta da Anvisa é bem-vinda. “Fumar só não foi proibido na churrascaria em respeito a clientes de longa data”, diz. Ele calcula que menos de 5% de suas mesas são destinadas a fumantes. “Já tínhamos proibido charuto. Cigarro é permitido apenas numa área na varanda”, explica. Ele acredita que os próprios clientes estão se conscientizando. “E como o cigarro incomoda muitas pessoas, com a proibição acredito que o movimento pode até aumentar”, avalia.


João Cabreira, um dos principais empresários da noite bauruense, pondera que a restrição do cigarro às salas exclusivas, apesar de inicialmente ruim para os negócios, pode aumentar a conscientização.

Comercialmente, a gente se encaixa. E pessoalmente, sou favorável à restrição, pois acredito que quem não fuma não é obrigado a fumar pelos outros”, diz.


Área especial


A atual casa noturna do empresário não possui espaço destinado a fumantes. Mas seu novo empreendimento, que deverá ser inaugurado em breve, contará com uma área exclusiva para quem não abre mão de um cigarrinho.

Já quem fuma pode não aceitar tão bem a imposição de ter que se enclausurar numa sala. Fumante, a jornalista Ana Maria Ferreira acredita que investir em conscientização é uma estratégia mais eficiente do que imposições de áreas para o cigarro. “Se a idéia é combater o fumo, educação e conscientização têm mais impacto. Acredito que a pessoa tem que ter liberdade de escolha. Nada que é imposto e agressivo dá resultado”, avalia. O texto completo da norma que a Anvisa pretende implementar está disponível no www.anvisa.gov.br.

 
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