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Médico e paciente não se entendem sobre cigarro (27/3/2007)
Paula Johns

Fonte: http://canais.ondarpc.com.br/gazetadopovo/impressa/brasil/conteudo.phtml?id=647635 

Pesquisa compara 6 mil entrevistas e mostra resultados preocupantes

São Paulo – Quando o assunto é cigarro, médicos e pacientes parecem não se entender. Isso é o que revela um estudo apresentado ontem no Congresso do Colégio Norte-Americano de Cardiologia, em Nova Orleans, EUA. Promovida pelo laboratório Pfizer, a pesquisa compara o resultado de mais de 6 mil entrevistas e revela resultados preocupantes, como a diferença entre o número de médicos que informam seus pacientes sobre os riscos do tabaco e quantos deles se dizem realmente informados.


No estudo, realizado em 16 países, como México, Japão, EUA e Inglaterra – o Brasil não participou – 41% dos médicos ouvidos dizem alertar sobre o cigarro em todas as consultas. O porcentual de pacientes que confirmam essa afirmação, no entanto cai para 9%.

Quando a pergunta é se eles tocam no assunto esporadicamente, 83% dos médicos garantem que sim. Mais uma vez, uma grande diferença: apenas 15% dos fumantes confirmam. “É essencial que haja um diálogo entre médico e fumante para garantir que ele esteja motivado, recebendo o apoio necessário e o conselho adequado, o medicamento correto para ajudá-lo a parar de fumar”, disse ao Grupo Estado Andrew Pipe, diretor médico do Instituto de Prevenção Cardíaca e Centro de Reabilitação da Universidade de Ottawa, no Canadá, um dos participantes da pesquisa.

Mas, nem sempre isso acontece. Enquanto 66% dos médicos dizem ensinar aos tabagistas várias formas para abandonar o vício do cigarro, os fumantes dizem que apenas 33% dos médicos fazem isso de fato. Um dado chama a atenção na pesquisa: 36% dos pacientes acham que o médico não tem tempo durante as consultas para ajudá-los a parar de fumar. Para 51% dos médicos isso é verdade. “Se vamos entrar de cabeça no combate contra a principal causa evitável das mortes prematuras, precisamos mudar radicalmente a forma como o tabagismo é visto e tratado mundialmente”, afirma Robert West, do Cancer Research UK, na Inglaterra, também participante da pesquisa.

Para Valéria Cunha, chefe-adjunta da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional de Câncer, essa realidade se repete no Brasil, onde cerca de 20% da população com mais de 15 anos fuma. Apesar do tabagismo ser classificado como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1997, e dos males do cigarro serem de conhecidos pela grande maioria da população, o assunto ainda não é devidamente abordado por todos os médicos. “Nos cursos de Medicina, o tabagismo é estudado dentro do contexto de outras doenças, mas não como uma doença específica, e menos ainda o tratamento”, afirma.
 
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