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‘Parar de fumar é fácil, difícil é não voltar’, afirma especialista (2/4/2007)
Paula Johns

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru

01/04/2007

www.jcnet.com.br 


Adilson Camargo

Para a psicoterapeuta psicanalista Cláudia Catão Alves Siqueira, a dificuldade maior do fumante não é deixar de fumar, mas abdicar desse vício por um longo período.


Segundo ela, a adaptação depende muito da vida emocional do fumante. Quanto mais pobre for essa vida, maior será a dependência do cigarro. “Se a pessoa tem prazer em outras coisas, além do cigarro, é mais fácil ela deixar de fumar”, comenta Cláudia, especialista em dependência química.


De acordo com ela, para largar o vício o fumante precisa de um bom motivo. Porque será esse motivo que vai lhe dar forças para superar os momentos de “desprazer” que sentirá durante a abstinência.


Segundo explicou o médico psiquiatra Wilson Roberto Fabra Siqueira, a nicotina age na região do cérebro responsável pelas emoções. Cada tragada estimula esse sistema emocional produzindo uma sensação de bem-estar. Por isso, muitos dizem que o cigarro acalma, quando na verdade ele estimula a sensação de prazer.


Quando a pessoa se vê diante de uma situação angustiante, ela começa a fumar e logo se sente recompensada pelo prazer proporcionado pela nicotina. Se o sistema emocional não é estimulado pela nicotina, a pessoa começa a sentir dor de cabeça, insônia, irritabilidade, agressividade, inquietação e outras reações. É a chamada fase do “desprazer”.


Segundo o psiquiatra, é por isso que parar de fumar é considerada, por muitos, uma missão quase impossível. “Fica muito difícil largar algo que me agrada.” De acordo com Cláudia, a “abstinência representa um intenso mal-estar, proporcional ao nível de dependência.”



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Atitude


Buscar um bom motivo para parar de fumar. É exatamente isso que o curso “Como deixar de fumar em 5 dias” incentiva em seus participantes. Com a ajuda de palestras motivacionais, testemunhos de quem conseguiu parar de fumar e debate sobre as dificuldades pelas quais devem passar ou estão passando, os fumantes são estimulados a abandonar o vício.


Além dessa terapia de grupo, o tratamento inclui medicamentos que ajudam a diminuir a vontade de fumar e vitamina para manter o sistema nervoso equilibrado. Segundo a coordenadora do curso, Sandra Mara de Oliveira Lima, os aspectos emocionais e neurológicos precisam ser levados em consideração.


Ela não fala em porcentagem, mas garante que a maioria dos participantes consegue vencer o vício com a ajuda do curso. Entretanto, para isso, é essencial que haja determinação em deixar o cigarro. “Vontade de parar todo fumante tem. É preciso mais que isso. É preciso atitude, ação. Sem isso, não funciona.”


O curso é oferecido em Bauru há cerca de 15 anos. Ele ocorre apenas uma vez por ano, normalmente em maio, e cada turma varia de 200 a 300 pessoas. As reuniões são sempre à noite, das 20h às 21h30. O curso é totalmente gratuito.

 
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