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ELIAS MURAD - A reclassificação das drogas (10/4/2007)
Paula Johns

Fonte: http://www.otempo.com.br/colunistas/lerMateria/?idMateria=85374


Uma nova classificação das substâncias nocivas à saúde foi o tema da pesquisa feita recentemente por cientistas britânicos, mudando bem a ordem das drogas prejudiciais ao organismo.


Até o momento o álcool e o tabaco eram tratados como drogas lícitas, mas levando em conta fatores como: capacidade de provocar dependência, danos físicos e mentais no usuário e prejuízos para a família e a sociedade, elas passam a frente de drogas como a maconha e o ecstasy e estão entre as dez substâncias mais perigosas ao organismo.


Na ordem, a heroína, a cocaína e o crack lideram a relação como as piores drogas, seguidas pelos barbitúricos e a metadona. O álcool ficou em quinto lugar e o tabaco em nono. A maconha é a 11ª colocada, a LSD aparece na 14ª e o ecstasy ocupa a 18ª posição.


O perigo do álcool

A maioria das pessoas considera o álcool um componente normal, senão indispensável, à vida social, e as pessoas que consomem bebidas alcoólicas são vistas também como “normais”.


Realmente o álcool é uma droga tóxica para a qual há provas científicas de que, tomado em pequena quantidade pode até fazer bem para a saúde.


Relaxa o indivíduo e as pessoas que bebem apenas dois drinques por dia, ou menos, apresentam no sangue níveis mais altos de lipoproteínas de alta densidade, o que reduz um pouco os riscos de ataques cardíacos. Todavia, o reverso da medalha é terrivelmente trágico.


Praticamente não há uma só família que não esbarre na triste evidência dos danos e perigos inerentes ao uso de bebidas alcoólicas. A transição do beber moderado ao beber problemático ocorre de forma lenta, tendo uma interface que, em geral, leva vários anos.


Alguns sinais da dependência do álcool são: desenvolvimento da tolerância – maiores quantidades para obter os mesmos efeitos, aumento da importância do álcool na vida da pessoa, grande desejo e falta de controle em relação a quando parar, e a aparição de sintomas desagradáveis após algumas horas sem beber.


Indivíduos dependentes também podem desenvolver doenças relacionadas ao fígado, aparelho digestivo e sistema cardiovascular. Há ainda casos de polineurite alcoólica, caracterizada por dor, formigamento e cãibras nos membros inferiores.


O que é realmente o cigarro

O tabaco, responsável por cerca de 40% de todos os atendimentos hospitalares, afeta também as pessoas que convivem com fumantes. A nicotina, aparentemente, não faz mal a ninguém, seu maior problema é a capacidade de provocar dependência, Mas a fumaça do cigarro, além da nicotina, contém um número muito grande de substâncias tóxicas ao organismo, entre elas está o monóxido de carbono e o alcatrão.


A noção de que o cigarro nada mais é do que a folha de uma planta picada e enrolada em papel e muito simplista. Sua produção envolve muitos passos, processos químicos e a adição de componentes conhecidos.


Ao ser queimado ele produz uma fumaça composta de, pelo menos, 4.800 produtos, sendo 68 deles já identificados como reconhecidamente carcinogênicos.


Alguns desses aditivos são: amônia, acetona, cianeto, tolueno, butano, naftalina e cadmium. O uso intenso e constante aumenta a probabilidade de ocorrência de doenças do pulmão, câncer, infarto, bronquite, derrame e úlcera digestiva.


Entre outros efeitos tóxicos provocados pela nicotina podemos destacar náuseas, dores abdominais, diarréia, vômitos, cefaléia, tontura, branquicardia e fraqueza. Como podemos ver realmente o álcool e o tabaco estão no topo da tabela, nos fazendo repensar alguns conceitos a respeito das drogas.


Em princípio, a nova classificação é oportuna, mas a posição do ecstasy em 18º lugar é errônea, pois se trata de uma droga extremamente tóxica e perigosa. Assim deveria estar entre as primeiras. Mas, de um modo geral a nova classificação é boa.


E-mail: eliasmurad@cmbh.mg.gov.br

 
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