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Organismo leva 11 anos para se livrar dos resíduos tóxicos (2/4/2007)
Paula Johns

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru
01/04/2007
www.jcnet.com.br

Adilson Camargo

Mesmo que um fumante decida abandonar o cigarro hoje, seu organismo levará anos para ficar completamente “limpo”. Estima-se que os resíduos químicos do cigarro permanecem no organismo por até 11 anos.


No entanto, os efeitos positivos podem ser sentidos em um prazo bem menor. De acordo com o cardiologista André Saab, quem consegue ficar dois anos sem fumar já reduz em 50% os riscos de desenvolver doença provocada pelo cigarro.


“Não é porque parou de fumar que a pessoa estará isenta de qualquer problema”, diz o médico. Saab cita o exemplo de um paciente que sofreu um enfarte dois meses depois de ter parado de fumar.


Além dos problemas básicos, como câncer de pulmão e de boca, o cigarro também agride as artérias propiciando a formação de placas de gordura. Com o tempo, essas placas causam a obstrução das artérias, o que leva ao enfarto ou derrame cerebral.


“O cigarro é uma das principais causas de problemas cardíacos ou AVC (derrame cerebral). Eu diria que ele está entre as três principais, perdendo apenas para o colesterol e o diabetes”, diz Saab.


Segundo ele, já foram identificadas no cigarro mais de 3.800 substâncias químicas que podem levar ao aparecimento de doenças.


“Se parar a tempo é possível ao fumante minimizar bastante o impacto do cigarro no organismo”, diz o cardiologista. Segundo ele, não existe uma época certa para parar, quanto antes melhor. “Quanto maior a quantidade de cigarro e o tempo que se fuma, maior será o grau de lesão”, alerta Saab.


Segundo ele, um dos grandes vícios que precisam ser superados não é o da nicotina, mas o vício mecânico de levar o cigarro à boca. Esse vício, de acordo com Saab, é o principal responsável pelo aumento de peso nas pessoas que param de fumar.


“Quando uma pessoa está fumando, ela leva o cigarro centenas de vezes à boca durante o dia. Quando ela pára de fumar, começa a levar alimento à boca. Ela substitui o cigarro pelo alimento. Por isso, engorda”, afirma.


O cigarro sozinho já traz uma série de complicações à saúde do fumante. Se ele for associado ao álcool, a situação piora. De acordo com o otorrinolaringologista Helder Fernandes de Aguiar, a combinação álcool e cigarro é a responsável por praticamente 100% dos casos de câncer de laringe. “É um tipo de câncer que cresce assustadoramente”, informa ele.


Rouquidão que dura mais do que 15 dias ou a sensação de que alguma coisa está enroscada na garganta podem ser um indicativo da doença. Quanto mais precoce, maior é a possibilidade de cura definitiva. E uma das exigências para que o tratamento dê certo é esquecer o cigarro, destaca Aguiar.


Ele também lembra que as transformações no organismo pelo uso contínuo do cigarro leva um tempo para desaparecer. Por isso, ter pigarro mesmo depois de parar de fumar é algo normal.

 
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