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Fumo pode matar 1 bilhão neste século, diz OMS (3/7/2007)
Paula Johns

Fonte: http://jbonline.terra.com.br/extra/2007/07/02/e02072141.html


REUTERS


BANGCOC - Um bilhão de pessoas vão morrer vítimas de doenças relacionadas ao fumo neste século caso países ricos e pobres não se mobilizem contra o tabagismo, disseram na segunda-feira diretores da Organização Mundial da Saúde (OMS).


- O tabaco é um produto defeituoso. Mata metade dos seus consumidores - disse Douglas Bettcher, diretor da Iniciativa Sem Tabaco, da OMS, no início de uma conferência internacional em Bangcoc que pretende traçar um plano mundial contra o cigarro.


- Ele mata 5,4 milhões de pessoas por ano, e metade dessas mortes acontece em países em desenvolvimento. É como um (avião) Jumbo caindo a cada hora - afirmou.


O tabagismo está crescendo em muitos países em desenvolvimento, especialmente entre adolescentes, e por isso o número anual de mortos deve subir para 8,3 milhões nos próximos 20 anos, segundo Bettcher.


Por outro lado, se os governos introduzirem medidas como aumento de impostos, proibição de propaganda e proibição do fumo em lugares públicos, a taxa de mortalidade relacionada ao tabagismo pode cair pela metade até 2050, disse ele.


- É uma epidemia completamente evitável - disse Bettcher, citando países como Cingapura, Austrália e Tailândia, cujas duras leis antifumo ajudaram as pessoas a largar o hábito.


- Se fizermos isso, até 2050 podemos salvar 200 milhões de vidas.


Autoridades de 147 países participam da conferência, que pretende em uma semana definir leis contra a publicidade internacional do fumo --na Fórmula 1, por exemplo-- e contra o contrabando de cigarros.


Segundo a Aliança da Convenção-Quadro, que reúne centenas de organizações antifumo, cerca de 600 bilhões de cigarros (11 por cento do consumo mundial) foram contrabandeados em 2006.


Além de manter os preços baixos e estimular a demanda, o contrabando também priva os governos de mais de 40 bilhões de dólares por ano em arrecadação tributária, segundo a entidade.


Na Tailândia, a incidência do tabagismo caiu de 30 por cento da população, em 1992, para 18 por cento, o que as autoridades atribuem à proibição total da publicidade de cigarros nos últimos 15 anos.


- Os remédios mais importantes no controle do tabaco são: número 1: aumento de taxas; número 2: proibição de anúncios; e número 3: lugares públicos livres do tabaco - disse Hatai Chitanondh, do Instituto de Promoção da Saúde da Tailândia.


Além de definir leis internacionais contra a publicidade internacional e o contrabando, a conferência deve também adotar diretrizes para que os países adotem leis sobre o fumo passivo e as áreas livres de cigarro.


Embora essas diretrizes não sejam de cumprimento obrigatório, elas deixaram os ativistas entusiasmados.


- Não há nível seguro de exposição à fumaça do tabaco, e noções como um valor-limite da toxicidade do fumo passivo devem ser rejeitadas por serem contraditas por evidências científicas - diz um esboço do documento.


- Abordagens que não seja a de ambientes cem por cento livres de fumaça, o que inclui ventilação, filtragem do ar e uso de áreas designadas para o fumo, se mostram repetidamente ineficazes.

 
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