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Dessa briga sai fumaça (23/11/2006)
Paula Johns

Fonte: http://www.parana-online.com.br/noticias/colunista.php?op=ver&id=245150&caderno=3&colunista=101

João Feder [23/11/2006]

Temos uma grande novidade pela frente. Como é histórico, tudo começa pela gloriosa França. E a França anunciou que o fumo passará a ser terminantemente proibido em todos os lugares públicos a partir do mês de fevereiro de 2007. Cafés, casas noturnas e restaurantes foram notificados de que terão prazo até o mês de janeiro de 2008 para se adaptar à nova era. Que será instaurada já com previsão de aplicação de penalidades... nada suaves.

Para o cidadão que desobedecer a lei, a regra prevê uma multa de nada menos de 75 euros, com o euro custando quase três reais não dá para brincar. E tem mais, são 75 euros para o fumante e mais 150 euros para o estabelecimento. Se servir como consolo, o primeiro-ministro Dominique de Villepin declarou em seguida que as ruas e os lugares privados, tais como a própria casa e os quartos dos hotéis, serão poupados dessa proibição.

Luiz Antônio Santini, diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer declarou que, ao final de um dia, mesmo os não fumantes podem respirar o equivalente a dez cigarros. Tanto é que os não fumantes correm risco de ter as mesmas doenças que o fumante sem ter colocado um único cigarro na boca. A ciência médica afirma que atualmente está comprovada a relação de mais de cinqüenta doenças ao consumo do cigarro e que os fumantes apresentam um risco dez vezes maior de ter enfarto e duas vezes maior de sofrer um derrame cerebral.

Ocorre que há muita gente do outro lado. O médico Ithamar Stochero declarou que estamos assistindo a um processo de cerceamento progressivo das liberdades. É uma postura de ditaduras, que tendem a proibir cigarro e hamburguer, enquanto a sociedade é mais tolerante para liberdades como o adultério; não acho que deve haver liberdade total, mas espaços reservados para fumantes. E informa que grande parte da perda de rentabilidade das empresas aéreas vem dos 20% de fumantes que passaram a viajar menos desde que se proibiu o fumo em aviões. A bandeira de combate ao cigarro dá visibilidade, ao mesmo tempo em que a tolerância com drogas ilícitas vem aumentando. Ninguém matou oito pessoas porque fumou um cigarro, mas já o fez se dirigiu embriagado.

P.S. - Eu não fumo e, como tal, não faço parte do problema, mas tive um amigo querido que, após anos, deixou de fumar e sonhava todas as noites com belas tragadas... Complexo, não?

 
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