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Jovens começam a fumar mais cedo no Sul e Sudeste do País (9/11/2006)
Paula Johns

Fonte: http://www.jornaldoestado.com.br

Essa diferença pode aumentar em quase o dobro os riscos para a saúde

 

Sinônimo de liberdade? Parecer mais velho? Entrar para a turma “legal”? Essas são as razões clássicas usadas pelos jovens para justificar o consumo precoce do cigarro. Apesar de vários anos terem se passado desde a imagem estereotípica do gel no cabelo e cigarro atrás da orelha, o comportamento do jovem brasileiro continua o mesmo. Cerca de 80% a 90% dos fumantes começam a fumar antes dos 18 anos.

 

Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, a maior parte dos adolescentes começa a fumar com 12 anos. As maiores taxas de iniciação precoce ao tabagismo foram observadas em cidades do Sul e Sudeste, principalmente em Porto Alegre (RG), Curitiba (PR) e Vitória (ES).

 

Quanto mais cedo o jovem começar a fumar, maior será o risco de mortes prematuras na vida adulta. A diferença em alguns anos no início do tabagismo pode aumentar em quase o dobro os riscos de danos à saúde. Estima-se que um em cada três adolescentes fumantes morrerá prematuramente devido ao tabagismo.

 

O número de tabagistas, jovens ou não, continua aumentando no mundo. Estima-se que há 1,3 bilhão de fumantes no globo. O mundo ganha 50 milhões de novos fumantes por ano. Enquanto nos países em desenvolvimento surgem cerca de 64 a 84 mil fumantes por dia, nas regiões mais desenvolvidas, esse número varia de 14 a 15 mil novos fumantes.

 

O consumo anual de cigarros é de aproximadamente 6 trilhões. Para se ter uma idéia, se fizermos uma linha reta com essas unidades, daria uma distância de aproximadamente 480 milhões de quilômetros: o equivalente a ir e voltar à Lua pelo menos umas 600 vezes.

 

Da mesma forma que aumenta o número de fumantes, cresce o corpo de evidências clínicas sobre os malefícios provocados pelo tabagismo. Sabe-se hoje que o cigarro causa mais mortes que a soma das causadas por Aids, cocaína, heroína, álcool, incêndios, acidentes de automóvel e suicídios. O tabaco contribui para uma em cada oito mortes no mundo. Só no Brasil, o cigarro mata cerca de 80 mil pessoas a cada ano, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

 

Essas informações estão começando a afetar o fumante. Hoje, mais da metade da população tabagista quer parar de fumar. No entanto, menos de 70% consegue. O vício à nicotina chega a alcançar 70% a 90% dos fumantes, demonstrando que o tabagismo é uma dependência que necessita de tratamento.

 

Os melhores resultados são obtidos quando o tabagista se mostra altamente motivado a abandonar o uso do cigarro. Mas mesmo a força de vontade pode não ser o suficiente: estudos demonstram que 80% dos fumantes desejam parar de fumar, mas apenas 3% conseguem. Com ajuda médica, o quadro muda.

 

Além da terapia cognitiva, pode-se associar o uso de medicamentos ao tratamento para o abandono do cigarro. Eles são indicados em três situações: quando o fumante consome mais de 20 cigarros por dia; quando fuma o primeiro 30 minutos após acordar mesmo se o consumo diário for inferior a 20 cigarros; se já tentou parar de fumar e não conseguiu.

 

“Tabagismo é doença e existe tratamento. Porém poucos procuram ajuda”, explica o pneumologista Ciro Kirchenchtejn, coordenador do Help Fumo, grupo de apoio ao abandono do tabagismo em São Paulo. Com toda a informação disponível hoje sobre os malefícios provocados pelo tabagismo, pode-se concluir que o cigarro é um dos poucos produtos legalmente disponíveis no mercado que podem causar sérios danos à saúde, inclusive a morte.

 

Fundada em 1849, a Pfizer é uma indústria farmacêutica de origem norte-americana que pesquisa, desenvolve e comercializa medicamentos líderes nas áreas de saúde humana e animal, além de algumas das marcas mais conhecidas no setor de consumo. Presente em mais de 180 países, a empresa está no Brasil desde 1952 e, atualmente, tem cerca de 2 mil funcionários.

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
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