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Estudo britânico defende mudança de visão sobre certas drogas "inofensivas" (10/3/2007)
Paula Johns

Fonte: Ultimo Segundo

Londres, 8 mar (EFE).- Os políticos e a sociedade britânica deveriam acabar com o estigma existente sobre certas drogas ilegais que, na realidade, se consumidas com moderação, são inofensivas, conclui um estudo apresentado hoje no Reino Unido.

O relatório, elaborado durante dois anos pela Comissão de Drogas Ilegais, critica a atual estratégia punitiva aplicada pelo Governo trabalhista e apóia a melhoraria do acesso à informação e ao tratamento das toxicomanias.

A legislação vigente é ineficaz e deveria ser modificada para reconhecer que o álcool e o tabaco podem, em alguns casos, causar tanto ou mais dano que certas substâncias entorpecentes cujo consumo é penalizado, destaca o documento.

Em suas conclusões, os membros da comissão, fundada em 2005 por especialistas independentes para supervisionar a eficácia da política antidroga, recomendam que a lei sobre o abuso de drogas passe a abranger o abuso de substâncias em geral.

Além disso, a comissão sugere a mudança da atual classificação das drogas, divididas nas categorias A, B e C segundo sua nocividade (que gera diferentes penalizações), por um índice dos danos que podem ser causados por cada uma das substâncias.

O sistema atual é cru, ineficaz, cheio de anomalias e aberto à manipulação política, ressalta o estudo, que também classifica o programa de informação aos jovens como inconsistente, irrelevante e desorganizado.

Os especialistas, liderados pelo professor da Universidade de Essex (leste da Inglaterra) Anthony King, sugerem que o trabalho didático sobre os riscos das drogas seja feito nas escolas de ensino fundamental, e não nas de ensino médio, como ocorre atualmente.

As leis atuais foram concebidas a partir do pânico moral e destinam grandes quantidades de dinheiro a esforços fúteis para impedir o fornecimento, no lugar de combater as grandes redes do crime organizado, denuncia o estudo.

Além disso, as leis tendem a considerar o consumo de drogas apenas uma causa da criminalidade, em vez de vê-lo como um problema social e de saúde.

O relatório, que servirá de guia ao Governo em sua próxima revisão da estratégia contra as drogas, aconselha que as penas de prisão sejam aplicadas somente para os delitos mais extremos vinculados ao consumo. Além disso, propõe que os viciados recebam alojamento e emprego durante o tratamento.

A atual estratégia não funciona e é preciso corrigi-la, afirma King.

O consumo de drogas ilegais não é sempre prejudicial, assim como todos os casos de consumo de álcool ou tabaco não são prejudiciais.

As provas indicam que a maioria das pessoas que consomem drogas pode fazer isso sem prejudicar a si mesma ou aos demais, acrescentou.

Segundo Kng, a política contra as drogas, da mesma forma que ocorre no caso do álcool e do tabaco, deveria ter como objetivo regular o consumo e prevenir seus efeitos prejudiciais, em vez de proibir totalmente o seu uso. EFE jm pp/scl


 
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