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Ainda o cigarro - desrespeito ao léu (26/11/2008)
Agora, RS

Luci de Castro Oliveira*

A Lei 9.294 de 15 de julho de 1996 determina que: "Art. 2º. É proibido o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo, privado ou público, salvo em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente".

Entretanto, em Rio Grande alguns estabelecimentos comerciais simplesmente descumprem a norma e desrespeitam o direito da clientela ao ambiente livre de tabaco, para privilegiar uma minoria de fumantes egoístas e mal educados.

 

No domingo decidi almoçar com familiares no restaurante mais conceituado da cidade, especializado em frutos do mar, o qual recentemente inaugurou instalações na capital, com grande repercussão na mídia.

 

Teria sido um almoço perfeito.

 

Degustamos prazeirosamente as iguarias finamente preparadas naquele ambiente agradável e acolhedor, mas quando íamos pedir a sobremesa fomos surpreendidos pela atitude de um cidadão que logo ao chegar acendeu um cigarro, contaminando o ambiente.

 

Fiz um breve comentário com o garçom sobre minha decisão de desistir da sobremesa e pedi que trouxesse logo a conta. Não me pareceu nem um pouco constrangido pelo incômodo causado, apesar do pedido de desculpas tímido e genérico, na saída.

 

Percebi que o cidadão deseducado é cliente antigo e assíduo da casa, tal a familiaridade com que tratava os funcionários e se referia ao proprietário.

 

Lamentavelmente dinheiro não compra educação. Há pessoas que se comportam em recintos coletivos como se estivessem em suas próprias casas, esquecendo-se dos demais. Tolerar risos ou palavras acima do tom ou crianças correndo pelo ambiente é natural, faz parte da vida em sociedade. O fumo passivo, entretanto, é nocivo à saúde, o que torna criminosa a atitude de quem insiste em desrespeitar a lei.

 

Espero que o responsável pelo famoso restaurante pense um pouco no assunto e oriente seus funcionários a impedir que os clientes fumem no local, ao invés de tratar com desdém aqueles que reclamam da contaminação do ambiente pelo tabaco.

 

Não pretendo retornar a esse restaurante; passa a integrar minha lista de locais indesejáveis. Afinal, de que adianta oferecer um local acolhedor, climatizado, com música agradável e pratos finamente preparados e permitir que fumantes empesteiem o ar?

 


*Advogada


 

 
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