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Vício do cigarro no Brasil é cada vez mais preocupante (9/12/2008)
Jornal NH

Vício do cigarro no Brasil é cada vez mais preocupante

No RS hábito de fumar é mais comum entre homens (26,3%) do que entre mulheres (17%).

Janice Silva/Jornal NH
Brasília - O tabagismo é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Dados do Ministério da Saúde revelam que, em Porto Alegre, 21,2% da população é fumante. No Rio Grande do Sul, conforme estudo desenvolvido em 2006 pelo Sistema de Monitoramento de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (Vigitel), o hábito de fumar se mostra mais disseminado entre homens (26,3%) do que entre mulheres (17%).

A pesquisa revela que mais de 40% dos fumantes gaúchos começaram a fumar entre os 10 e 15 anos de idade. “Há uma redução do consumo do tabaco, mas está muito precoce a iniciação dos jovens”, diz a presidente da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), Paula Johns.

No País, 24 pessoas morrem a cada hora, em decorrência de doenças relacionadas ao consumo de tabaco. Para reverter os números alarmantes, já que 1,2 bilhão de pessoas no mundo são fumantes, esforços deverão ser efetuados para implementar os artigos da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco no Brasil (CQCT), tratado de saúde pública, para estabelecer padrões de controle do tabagismo em todo o mundo, que foi assinado e ratificado pelo Brasil em 2005. O tema foi debatido ontem, no Rio de Janeiro, durante o Fórum Tabagismo - Responsabilidade Política e Social.

PROTEÇÃO - Segundo Paula Johns, pouco se avançou nos últimos anos em relação a legislação brasileira. Paula lembra que três políticas precisam ser legisladas e regulamentadas, a de proteção à saúde das pessoas que não fumam (Ambientes Livres de Tabaco); a prevenção à iniciação ao consumo de tabaco pelos jovens e a oferta de tratamento para as vítimas do tabaco. “Foi solicitada a participação mais efetiva da sociedade civil e do governo.” Devido ao uso do tabaco, devem ocorrer 4,9 milhões de mortes por ano no mundo, o que corresponde a mais de dez mil mortes por dia.

Abandono do fumo cresce

O Ambulatório de Abordagem e Tratamento dos Fumantes, que funciona desde 2006 junto à Casa das Vacinas de Novo Hamburgo, já atendeu mais de 360 pessoas. Segundo a médica pneumologista Siegrid Janke, coordenadora da iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), realizada em parceria com o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há uma fila de espera de mais de 500 fumantes.

“A procura é grande e atendemos apenas 15 pacientes novos por mês. Hoje existem 50 pacientes em tratamento e 50% deixaram de fumar”, salienta. Para utilizar o ambulatório é preciso que os pacientes procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber o encaminhamento.

Haverá uma avaliação clínica inicial e atendimento psicológico. Os encontros ocorrem às quartas-feiras, na Rua Joaquim Nabuco, 610, Centro. Com relação aos gastos com tabagismo, pesquisa do Núcleo de Estudos e Tratamentos do Tabagismo da Universidade Federal do Rio apontou que oferecer tratamento para os fumantes é mais barato que arcar com os custos causados pelos malefícios.
 

 

 

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
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