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Campanha Mundial: Obesidade é considerada 2a maior causa evitável de câncer no mundo pela OMS - a 1a é o tabagismo (10/3/2009)
Gazeta de Piracicaba

ADRIANA FEREZIM
Especial para a Gazeta de Piracicaba

A obesidade é um fator de risco para câncer, segundo a ONG (organização não governamental) International Union Against Cancer (UICC - União Internacional Contra o Câncer), principal entidade ligada ao controle dessa doença no mundo. Isso motivou a instituição a lançar a campanha "Eu amo minha infância saudável", que tem como objetivo estimular hábitos alimentares saudáveis desde a infância.

“Uma criança obesa tem mais chances de se tornar em adulto obeso e o excesso de peso na vida adulta é um fator de risco para câncer comprovado", segundo Luiz Antonio Santini, diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (Inca), uma das entidades que aderiu e está divulgando a campanha no Brasil, com o tema: Criança de Hoje, Mundo de Amanhã, que terá ações até 2012.

A estimativa mundial é que entre 30 e 45 milhões de crianças sofram com a obesidade e o sobrepeso, o que indica que uma, em cada dez, tem o problema. O projeto da campanha foi lançado em 4 de fevereiro, Dia Mundial Contra o Câncer e envolve mais de 90 países. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos 2,6 milhões de pessoas morrem anualmente por causa do excesso de peso ou obesidade. Estima-se que 30% dos casos de câncer nos países ocidentais têm origem na alimentação inadequada, no sedentarismo, no sobrepeso e na obesidade. É a segunda maior causa evitável de câncer. A primeira é o tabagismo.

"Há evidências de que o excesso de gordura corporal aumente o risco do desenvolvimento de vários tipos de câncer entre indivíduos adultos, como de endométrio, de rim, vesícula, pâncreas, mama e intestino. Não há evidências sobre a relação da obesidade com o câncer infantil", afirma.

Por essa razão, a campanha pretende conscientizar que o hábito alimentar saudável deve iniciar na infância, mas como o foco de prevenir o surgimento da doença entre jovens e adultos. "Há tantos alimentos que são considerados protetores, quanto alimentos que são fatores de risco para câncer. De uma forma geral, a população deve buscar uma alimentação balanceada, privilegiando o consumo de frutas, verduras e legumes, e reduzindo o consumo de gorduras e de alimentos industrializados", orienta.

CANTINAS. Uma das formas de incentivar as crianças a consumirem alimentos saudáveis é o lanche que elas comem na escola. Há alguns anos as instituições particulares começaram a adaptar as cantinas e inserir a reeducação alimentar no projeto pedagógico.

A estudante do colégio Dom Bosco Assunção, Gabriele Ricci Novello, 8, gosta de frutas e relatou à Gazeta que sua mãe sempre manda no lanche maçã, ameixa, uva e sempre suco ou água. "Ela não manda refrigerante e salgadinho, só de vez em quando. Às vezes, o lanche é pão com requeijão. De sobremesa, uma bolacha com goiabada", revela a estudante, que saboreou uma salada de frutas na cantina e com apoio dos pais tem hábito alimentar balanceado.

O enfoque dos alimentos nas escolas é fundamental - além da preocupação com a saúde da criança - porque a alimentação inadequada compromete o rendimento escolar. Por essa razão, desde 1955, foi instituída a merenda escolar nas escolas públicas de educação básica do país.

EXERCÍCIOS. O sedentarismo é outra causa do excesso de peso. "É importante que as crianças sejam mais ativas, fiquem menos tempo em atividades, como televisão e computador, e busquem brincadeiras que movimentem mais o corpo", diz Santini. Outro importante fator na prevenção à obesidade infantil é a amamentação dos bebês até os seis meses, que reduz em 13% o risco da criança tornar-se obesa.
 

 
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