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Jovens fumam mais na capital gaúcha (13/3/2009)
Zero Hora

Índice dos porto-alegrenses é o maior entre seis cidades brasileirasOs jovens porto-alegrenses têm motivo para se envergonhar. Quase 30% se declaram fumantes, mais do que o dobro da gurizada de São Paulo.

Apesquisa da Datafolha encomendada pela ONG Aliança de Controle do Tabagismo infelizmente não surpreende os médicos gaúchos. Ao contrário, confirma uma realidade que se repete a cada estudo envolvendo a juventude brasileira e drogas lícitas ou ilícitas.

– O Rio Grande do Sul sempre lidera pesquisas como essa, é uma tradição infeliz – diz a psiquiatra Gabriela Baldisserotto, especialista no tratamento do tabagismo.

A força da indústria tabagista no Estado é um dos motivos apontados por especialistas para a diferença entre os gaúchos e o restante do país. É uma região, destaca Gabriela, que historicamente apresenta um número alto de fumantes. Um problema que passa de pai para filho, pela genética e pelo exemplo dentro de casa. Para o psiquiatra Flávio Pechansky, diretor do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas do Hospital de Clínicas e da UFRGS, há ainda o fator cultural que atrasa a mobilização contra o fumo.

– Apenas em países subdesenvolvidos, o número de fumantes cresce. Num Estado conservador como o nosso, recebemos tardiamente os movimentos de transformação – observa.

Como cerca de 90% dos fumantes experimentaram cigarro antes dos 18 anos, jovens devem ser alvos de ações preventivas. Na opinião da psiquiatra Gabriela, campanhas com slogans do tipo “cigarro faz mal” não funcionam.

– Precisamos da contrapropaganda. Em outros países, funciona mostrar que o jovem está sendo enganado pela indústria do cigarro – ressalta.

Para a médica, não se pode subestimar a dificuldade do jovem em se livrar do cigarro. Mesmo que ele fume ocasionalmente, o que é comum na fase de experimentação, o adolescente já pode estar física ou psicologicamente dependente.

Não por acaso, o Estado também figura entre os primeiros de outra lista nada positiva. A Região Sul é a que apresenta a maior incidência de câncer de pulmão do país. Coordenador do projeto Fumo Zero da Associação Médica do RS, o médico Luiz Carlos Corrêa da Silva faz um alerta:

– Quanto mais cedo a pessoa começa a fumar, menos cigarros ela precisará para ter câncer.

marcela.donini@zerohora.com.br
 

 
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