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Com cigarro mais caro, fumantes recalculam o custo do vício (22/4/2009)
Diário de Canoas

http://www.diariodecanoas.com.br/site/noticias/geral,canal-8,ed-60,ct-196,cd-189931.htm

Novo Hamburgo - Na contramão das reduções do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros e eletrodomésticos da linha branca, o governo federal autorizou o aumento desse imposto para cigarros. Apesar de o reajuste vigorar oficialmente a partir de 1.º de maio, algumas marcas já tiveram os valores aumentados. Por exemplo, uma carteira de cigarro mais sofisticada subiu em até 25%. Outras marcas populares tiveram alta de 20%. Os novos preços não apenas estão mexendo no bolso, mas também com o comportamento dos fumantes. Há quem já fale em abandonar o vício, ou fumar menos. Há ainda quem acredite que o prazer do tabagismo supere o crescimento da despesa no final de cada mês: a diferença pode chegar a 270 reais, no caso de dois maços diários, a R$ 4,50 cada.

De acordo com a Secretaria da Receita Federal, o aumento antecipado não é ilegal, pois o preço do cigarro é livre no mercado brasileiro. Com o aumento do imposto, o governo vai arrecadar R$ 560 milhões a mais neste ano. Conforme proprietários de estabelecimentos e fumantes, já houve queda do consumo. "Tenho um cliente que, ao saber do preço novo, garantiu que vai largar o cigarro", disse o comerciante Arsênio Blumm. "Eu vendia em torno de 15 maços por dia, a R$ 2,40. Agora, a 3 reais, um pacote dura três dias", salientou. "Já tive casos em que a pessoa não gostou do preço e foi embora", contou a comerciante Noemi Fonseca. O motoboy Nilson Santos, 37 anos, é um dos que resolveu reduzir.
"Fumava duas carteiras por dia. O preço do maço foi de R$ 3,60 para R$ 4,50", disse. "Se continuar assim, vou gastar mais do que a prestação de uma moto."

Fidelidade

Indiferente ao reajuste, o carpinteiro José Arnoldo Martins, 61, garante que vai manter o vício de 40 anos. "Vou continuar com meu cigarrinho. É o meu companheiro quando fico sozinho." O vendedor Nelson Almeida, 55, também não mudou de ideia com a disparada do preço. "Pensei em largar, mas vou seguir fumando."

O que dizem produtores e médicos

Conforme o Sindicato dos Trabalhores Rurais de Caraá, os 35 produtores de fumo do município já estão atentos às possíveis oscilações no mercado interno. "Nosso fumo é de qualidade. Tenho receio de que para baratear o cigarro seja feito um rebaixamento de qualidade, de classificação pelas empresas de tabaco", disse o produtor Nadir Gomes da Cunha. "Mas por enquanto, o preço ainda está bom’’.

Para o cardiologista Daniel Pereira Kollet, existem inúmeros motivos que levam as pessoas a experimentar o cigarro. Entre os fatores, está a publicidade que, apesar da lei de restrição à propaganda de produtos derivados do tabaco de 2000, ainda influencia o comportamento de jovens e adultos. "O tabagismo é perigoso pelos problemas de saúde e pelo social, pois serve de trampolim a outras drogas ilícitas.’’
 

 
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