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CÂNCER: PAÍS TERÁ 472 MIL NOVOS CASOS (19/12/2005)
ACTBR

Fonte: Jornal O Globo, 24/11/2005

Estimativas do Inca divulgadas ontem nortearão políticas de combate e prevenção da doença

O Brasil terá 472.050 novos casos de câncer em 2006, segundo estimativas sobre a doença divulgadas ontem pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). De acordo com os números, a maior incidência será de câncer de pele não-melanoma (116 mil novos casos), de baixa letalidade.

Os tipos mais freqüentes de tumores malignos de letalidade mais alta variam consideravelmente de região para região — um reflexo, sobretudo, de diferenças socioeconômicas e de atendimento médico — mas os de mama continuam sendo a maior ameaça às mulheres e os de próstata, aos homens.

Excluindo-se os casos de lesões não-melanoma, os especialistas do Inca estimam que, em 2006, serão registrados 176.320 novos casos de câncer em mulheres e 179.090 em homens. Entre o sexo feminino, a maior incidência (28%) será de câncer de mama, seguida de lesões malignas de colo de útero (11%), cólon e reto (8%) e pulmão (5%). Já entre os homens, o câncer mais freqüente será o de próstata (28%), seguido dos tumores de pulmão (10%), estômago (8%) e cólon e reto (6%).

Esses percentuais variam bastante regionalmente, seguindo as diferentes realidades socioeconômicas e culturais do país. No Nordeste e no Norte, por exemplo, os cânceres de colo de útero são muito mais freqüentes que no Sul e no Sudeste, onde mais mulheres têm acesso à prevenção. Uma maior expectativa de vida, além de obesidade e sedentarismo, fazem aumentar a incidência dos cânceres de próstata nas regiões mais ricas do país, bem como das lesões de cólon e reto.

— A capacidade de diagnóstico das regiões mais ricas também tem um peso na detecção de alguns tipos de câncer — ressalta Gulnar Azevedo, coordenadora de Prevenção e Vigilância do Inca. — Vale lembrar que o câncer de útero é facilmente tratado se for detectado precocemente.

O estudo revela ainda que 30% das mulheres entre 25 e 59 anos do país nunca fizeram o exame preventivo ou não o fizeram nos últimos três anos.

O número de casos de câncer de pulmão, por sua vez, vem aumentando entre mulheres desde a década de 70, quando o tabagismo foi mais difundido entre o sexo feminino. A proporção de casos de câncer de estômago, por sua vez, está em declínio desde o aumento do número de geladeiras e do advento de formas menos tóxicas de preservação de alimentos.

Em relação à estimativa feita para 2005, houve um aumento na previsão de novos casos da doença (467.440). Este aumento, entretanto, pode ser reflexo de uma melhora nos registros da doença e verificação de dados. Os cânceres mais freqüentes entre homens e mulheres permaneceram os mesmos.

— A tendência mundial é mesmo de aumento em razão da elevação da expectativa de vida da população — frisou Gulnar.

Relatório registra estimativa de câncer infantil

Pela primeira vez o documento registra estimativas de câncer infantil que representam de 1% a 4% do total de casos. Estima-se que o país terá, em 2006, de 4.700 a 19.000 novos casos. Os especialistas frisam que, embora os tumores infantis tendam a ser bastante agressivos, as crianças costumam respondem melhor aos tratamentos.

O relatório será usado como base para planejar ações de prevenção e controle da doença no país.

— Na próxima segunda-feira, o ministro da Saúde estará no Inca para lançar a nova Política de Atenção Oncológica para o Brasil, que teve sua estruturação diretamente orientada pelas informações que as estimativas nos forneceram — afirmou o diretor-geral do Inca, Luis Antonio Santini, durante o lançamento do documento.

 
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