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Cresce aposta nos remédios contra os efeitos do cigarro (18/11/2005)
ACTBR

André Vieira De São Paulo

Valiño, diretor da Pfizer: "Mercado brasileiro é pequeno, mas vem crescendo"
Raros são os remédios que combatem com eficácia os efeitos do cigarro, mas os laboratórios farmacêuticos, como Pfizer e Sanofi-Aventis, continuam apostando pesado em novas descobertas que poderão virar gigantescos "blockbusters".

O mercado brasileiro, embora minúsculo, tem grande potencial. Segundo dados do IMS Health, as vendas privadas de drogas contra o tabagismo nos últimos 12 meses até setembro chegaram a US$ 8,6 milhões, uma alta de 36%, mas anabolizada pela variação do real no último ano. "É um número pequeno, mas vem crescendo", diz o diretor de marketing da Pfizer do Brasil, Mariano Garcia-Valiño.

Os números não são precisos, mas estima-se que a população brasileira de fumantes situe-se entre 20 milhões e 30 milhões de habitantes. Não mais do que 100 mil pessoas são tratadas por ano.

E os laboratórios estão atentos ao problema. A Pfizer anunciou nesta semana, durante evento da Associação Americana de Cardiologia, os resultados de estudos que indicam o desempenho favorável de um novo princípio ativo, superando o do único medicamento oral vendido hoje no mercado, o Zyban (bupropiona), da rival GlaxoSmithKline (GSK).

A droga vareniclina, que a Pfizer pretende comercializar com o nome de Champix, pode inaugurar uma nova classe de drogas. "O medicamento tem uma ação distinta", diz o diretor médico da Pfizer do Brasil, João Fittipaldi. A droga, explica, tem a função de ocupar o mesmo espaço do receptor de nicotina no cérebro e bloquear os efeitos da vontade de fumar.

Um dos trabalhos indicou que quase 45% dos pacientes que receberam a nova substância pararam de fumar durante o período estudado, mais do que os 30% que conseguiram com o uso do Zyban.

Satisfeita com os resultados, a Pfizer já começou os trabalhos para os registros da droga nos EUA, com possibilidade de chegar neste mercado em 2006. No Brasil, está previsto para 2007. De acordo com algumas estimativas, as vendas globais desta nova droga poderão gerar receitas de US$ 2 bilhões por ano.

O Champix poderá ser um novo golpe no Zyban. Em vários países, os genéricos já vem corroendo as vendas da droga da GSK. A Eurofarma, fabricante nacional, lançou em junho a primeira versão genérica do medicamento, com preço 35% inferior ao valor de referência.

Outro produto que poderá ser usado no combate ao tabagismo no futuro é o Acomplia, da francesa Sanofi-Aventis. Embora as mais recentes pesquisas indiquem um tratamento voltado ao combate à obesidade, principalmente ao acúmulo de gordura abdominal, o rimonabant, nome do princípio ativo, demonstrou bons resultados contra os efeitos do cigarro sem a contrapartida de aumento de peso nos pacientes tratados.

A Sanofi já submeteu o registro do Acomplia nos EUA e na Europa. O medicamento deve chegar ao Brasil em 2007. E as expectativas são tão boas em relação ao medicamento que projeções, como as realizadas pelo JP Morgan, dão conta de que as vendas podem alcançar a cifra de US$ 6 bilhões por ano no auge, previsto para o fim da década.

O combate ao tabaco tornou-se um problema de saúde pública, mas a quantidade de medicamentos ainda é muito pequena. Além do Zyban, existem adesivos e gomas de mascar com repositores de nicotina. "A complexidade do mecanismo deste novo medicamento mostra a dificuldade de se encontrar novos produtos", diz Fittipaldi, da Pfizer.

Fonte: Valor Econômico em 18-11-2005.
 
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