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Garota começou a fumar aos 14 e diz que não pretende parar (24/8/2009)
Mario Cesar Carvalho

Fonte: Folha de S.Paulo
Cotidiano
 

DA REPORTAGEM LOCAL

MS começou a fumar aos 14 anos, parou aos 17, engordou cinco quilos e agora, aos 20, diz ter uma convicção muito clara: "Gosto do sabor do cigarro na boca. Não tenho a menor vontade de parar".
Aluna de letras na USP e estagiária do MAC (Museu de Arte Contemporânea), M. cita três razões para o retorno ao cigarro, aos 19 anos: 1. sem cigarro, ela engordou; 2. quase todo mundo fumava na faculdade; e 3. numa visita à São Paulo Fashion Week, viu que o cigarro podia ter outra imagem.
"Eu me sentia uma aleijada moral fumando. Tinha a demonização do cigarro, aquela ideia moralista de que quem fuma não presta. Fui à Fashion Week e havia modelos lindas vendendo cigarro. O cigarro tinha uma embalagem linda, era mais fino, mais chique. As modelos mostravam o outro lado da demonização: o cigarro era visto como algo moderno, ligado à beleza. Custava R$ 5. As modelos vendiam cigarro num estande aberto."
Ela diz que, ao estar num "ambiente descolado", viu o maço de cigarro como "uma coisa legal". Segundo a estudante, a marca vendida no evento era da Philip Morris.
A organização da São Paulo Fashion Week preferiu não comentar o fato de abrigar estandes que vendem cigarro. (MCC)
 

 

 

outro lado

Fabricantes afirmam não violar a lei
DA REPORTAGEM LOCAL
Souza Cruz e Philip Morris dizem não violar a lei ao criar maços com design diferenciado e vender cigarro acompanhado de outros produtos. Ambas consideram equivocada a interpretação do Ministério Público de que miram o público adolescente com esse tipo de prática.
Nota da Philip Morris diz que as "ações de marketing respeitam a regulamentação e foram desenvolvidas para comunicar nossas marcas para adultos fumantes". Sobre a São Paulo Fashion Week, afirma: "Nosso espaço no evento contava com procedimentos de controle para restringir a participação apenas a adultos".
"Tentativas de caracterizar essas atividades de forma falsa e enganosa prejudicam a nossa reputação e o direito de uma empresa como a nossa de comunicar-se com seus consumidores adultos de forma legal", diz a nota.
A Souza Cruz afirma que "oferece produtos para consumidores fumantes adultos maiores de 18 anos e informados sobre os riscos associados ao ato de fumar e apoia programas para prevenir e eliminar o ato de fumar entre crianças e adolescentes".
A empresa diz que, antes do veto à venda a menores de 18 anos, já informava nos maços que eles só deveriam ser vendidos a pessoas acima dessa idade.
 

 
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