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Campanha trabalha por ambientes livres do fumo (1/9/2009)
Diário Oficial Pernambuco


Dos sete funcionários que compõem a equipe da estudante de publicidade Paula Patrícia Lopes, 23 anos, numa fábrica de vidros, cinco são fumantes. Por causa da fumaça, basta passar na área externa do setor, que a estagiária já sente desconforto ao respirar. “Eu tenho rinite alérgica. Quando entro em contato com a fumaça, passo mal, fico com falta de ar. É horrível. Por isso, quando os meus colegas de trabalho estão fumando eu evito chegar perto, mas às vezes é inevitável”, conta.


Paula Patrícia, assim como outros funcionários de indústrias e outras empresas privadas participaram de uma palestra ministrada pela Coordenação do Programa Estadual de Controle do Tabagismo, Graça Maciel. O evento foi realizado no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco - Fiepe e teve como foco os cuidados necessários para evitar que não-fumantes sejam prejudicados pela fumaça do cigarro.

A palestra deu início a uma série de atividades alusivas ao Dia Nacional de Combate ao Tabagismo, celebrado no último sábado, que serão desenvolvidas pela Secretaria Estadual de Saúde. Durante a palestra, promovida pela Fiepe e Serviço Social da Indústria, a coordenadora do Programa Estadual, Graça Maciel, tirou dúvidas dos funcionários de companhias privadas sobre os males do fumo, falou de estatísticas, sobre os serviços de saúde que oferecem tratamento para o tabagismo, além do título de ambiente livre do fumo conquistado por instituições públicas e privadas no Estado. “O último levantamento feito pela coordenação, em janeiro desse ano, indicou que 320 unidades de saúde, 7.938 locais de trabalho e 122 escolas tinha o título de instituições livres do fumo”, disse.

Graça Maciel explicou que para uma empresa ser considerada livre do fumo ela precisa não só reservar locais específicos para quem é fumante, mas desenvolver atividades que estimulem o funcionário a largar o hábito de fumar. “É preciso que a companhia estabeleça regras sobre o fumo e sensibilize os fumantes a respeitarem essas normas e não-fumantes a apoiar os fumantes para que deixem de fumar”, afirmou. O Instituto Nacional do Câncer - Inca estima que fumantes passivos possuem 24% a mais de chance de terem um infarto agudo do que uma pessoa não fumante e o risco de ter câncer de pulmão é 30% maior em relação a pessoas que não se expõem à fumaça de cigarro.

Hoje, apenas sete municípios do Estado mantêm centros especializados no tratamento do tabagismo - Recife, Jaboatão dos Guararapes, Caruaru, Salgueiro, Paudalho, Nazaré da Mata e Lagoa do Carro. Em todo Estado, existem 13 unidades que tratam fumantes que desejam largar o cigarro. Em setembro, unidades dos municípios de Paulista, Olinda e Abreu e Lima também passaram a tratar o tabagismo, considerado pela Organização Mundial de Saúde OMS uma doença epidêmica, enquadrada no grupo dos transtornos mentais e comportamentos decorrentes do uso de substâncias psicoativas.

Números que assustam - Pernambuco contabilizou, no ano passado, 688 óbitos causados por câncer na traqueia, brônquios ou pulmão. O Inca estima que 830 novos casos da doença surgiram no ano passado no Estado, representando - excluindo o câncer de pele - o segundo em maior incidência entre homens e o quarto em relação às mulheres. De acordo com o instituto, no Brasil, o fumo é responsável por 90% das mortes por câncer nos órgãos do sistema respiratório, 25% dos óbitos causados por doenças coronarianas, 85% por doença pulmonar obstrutiva crônica e 25% por doenças cerebrovasculares.

A fumaça do cigarro é uma mistura de 4.720 substâncias tóxicas. Dentre elas está a nicotina - causa dependência química -, monóxido de carbono - a mesma substância que sai do escapamento de veículos automotores -, alcatrão - altamente cancerígena - e resíduos de agrotóxicos. Fumar causa derrame cerebral, enfisema pulmonar, câncer nos órgãos do sistema respiratório, doenças cardiovasculares, problemas no aparelho circulatório, impotência sexual, entre outros males.
 

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
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