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Baladeiros aprovam resultados da Lei Antifumo (4/9/2009)
Terra

Fabiano Rampazzo

Ela chegou causando polêmica, obrigou as casas noturnas a se adaptarem com reformas e medidas que permitam livre trânsito dos clientes fumantes, desagradou donos de boates, fumantes e simpatizantes. Contudo, um mês após o início da Lei que proíbe cigarros em ambientes públicos e fechados em todo o Estado, freqüentadores de algumas das principais casas noturnas de São Paulo parecem ter aprovado a nova medida. Não que a discussão esteja encerrada aí, longe disso, mas a adaptação, ao que parece, está sendo mais tranqüila do que se imaginou.

"Sabe que estou achando até legal essa coisa de ter que sair para fumar. Você dá uma espairecida, conversa mais tranqüilamente com os outros fumantes na calçada, relaxa um pouco, e volta com energias recarregadas para a balada", disse a estudante Larissa Dias, de 22 anos, que costuma freqüentar o Vegas e a Fun House, ambos na região central da cidade.

Para o designer de produtos Celso Xavier, de 27 anos, o ar da balada melhorou sensivelmente. Ele, que não fuma, diz agora ter mais ânimo para sair de casa e se jogar dentro de uma casa noturna. "Juro que aquela fumaceira toda, chegar em casa fedendo cigarro, aquilo tudo às vezes me desestimulava a sair de casa. Agora não, a balada tá diferente, parece estar mais limpa", disse ele, que prefere os clubes da Vila Olímpia, na zona sul de São Paulo. "Sem falar que melhora a saúde de todo mundo, né?".

Bom, nesse ponto ao menos não há muito como discordar. Segundo pesquisas feitas com garçons e freqüentadores de casas noturnas, realizadas pela Secretaria de Estado da Saúde antes e depois da Lei entrar em vigor, os níveis de monóxido de carbono no pulmão dessas pessoas diminuíram sensivelmente se comparados os dois períodos. "Nossa pesquisa começa a comprovar na prática os resultados que esperávamos na teoria. O fumo passivo deixou de ser uma realidade nas casas noturnas", disse a dra. Luizemir Lago, diretora do Cratod (Centro de Referência de Álcool Tabaco e Outras Drogas).

Mais benefícios
Para o comerciante Carlos Constantino, de 29 anos, há ainda benefícios secundários em todos esses procedimentos nas baladas. "Dá pra se dar bem nessa brincadeira também, viu? Você sai pra fumar e tem sempre umas meninas que também saem junto. Muitas vezes você é obrigado a ficar olhando pra cara da pessoa ali, e um papo acaba rolando a partir disso. Aí já era, volta pra balada acompanhado, coisa linda", comentou ele, que costuma freqüentar o D-Edge, clube da região oeste da cidade.

 

 

 
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