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Número de universitários fumantes é baixo, diz estudo (4/9/2009)
Clica Brasília

O vício começou no início do ensino médio. Vítor Bertazzo tinha, então, 16 anos, e aderiu ao cigarro por influência dos amigos. Foram três anos fumando, escondido dos pais, até passar no vestibular para Geografia na Universidade de Brasília (UnB), no início de 2008. “Decidi largar o cigarro quando percebi que estava começando a perder o controle, sentindo vontade de fumar toda hora”, conta.

O jovem foi um dos entrevistados em uma pesquisa realizada em 12 instituições de ensino superior, que teve como objetivo determinar a percepção do tabagismo no segmento universitário. O estudo foi realizado pelo Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental (Nepa), vinculado à Faculdade Brasileira Univix, do Espírito Santo. Foram ouvidos 1.728 estudantes do Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. No DF, a pesquisa consultou alunos da Universidade de Brasília (101), da Faculdade JK (61) e da Escola Superior de Ciências da Saúde (57).

“Não é possível dizer que a amostra faça um retrato exato da situação nacional, mas ela dá indícios importantes e curiosos. Um deles é número baixo de universitários fumantes”, comenta o coordenador do Nepa, Roosevelt Fernandes. De acordo com a pesquisa, a maior parte dos estudantes (1.461) não é fumante. Do total de 1.728, apenas 149 admitiram fumar. Onze não responderam e 107 disseram já ter fumado, mas abandonado o vício.

Segundo Fernandes, outro dado revelado pela pesquisa foi a aceitação, por parte dos alunos, de medidas mais rígidas contra o tabagismo. “A minha expectativa inicial era a de encontrar um número maior de fumantes e mais resistência a essas medidas”, diz. Para 36,9% dos entrevistados (638), o fumo deveria ser permitido apenas em lugares destinados a esse fim; 31% (535) disseram que a prática deveria ser proibida em todos os lugares fechados; e 19,3% (334) acham que o fumo deveria ser proibido em todos os lugares (abertos ou fechados).

A maioria também reconheceu que os não fumantes podem ser afetados pelos fumantes: 49,9% (863) acreditam que os efeitos sobre os chamados fumantes passivos podem ser considerados fortes; 37,7% (651) definiram os efeitos como medianos; e apenas 1,4% (24) disseram não acreditar que os não fumantes podem ser afetados de forma passiva.

Perfil

Outros dados revelados pela pesquisa ajudam a delinear o perfil dos universitários ouvidos. A maior parte, 48,3%, não trabalha, apenas estuda; 16,7% têm renda de até R$ 500,00 e apenas 3,9% superior a R$ 3 mil. Quase 90% são solteiros. Dos que se declararam fumantes, a maioria disse ter adquirido o vício aos 15 anos, por modismo (4,3%) ou curiosidade (3,2%). “Esse dado da idade é importante, porque mostra que o vício é adquirido no final do ensino fundamental ou no início do ensino médio. Por isso, acreditamos que o tema tabagismo deve começar a ser tratado nessa fase escolar”, diz Roosevelt Fernandes.

A pesquisa mostrou, ainda, que 1.093 universitários (63,3%) acham que o assunto deveria passar por uma grande discussão na instituição onde estuda, mas apenas 23,4% (404) disseram estar dispostos a participar do debate. Para 11,2% (194), esse diálogo não é necessário, e 2,1% (37) não responderam.

Na UnB, os questionários foram aplicados pela aluna do 5º semestre de Geografia Marta Corrêa. “Eu queria realizar algum trabalho na área de percepção ambiental, e essa pesquisa atendeu ao meu objetivo”, diz. Para a estudante, a partir dessa primeira coleta de dados, a pesquisa pode ser aprimorada, para uma futura aplicação em nível nacional.

 

 
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