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Bares com investimentos reduzidos contra fumo (14/9/2009)
Gazeta on line - ES

Bares com investimentos reduzidos contra fumo
14/09/2009 - 18h03 (Rodrigo Rezende - gazeta online)

A lei anti-fumo entra em vigor no Espírito Santo nesta sexta-feira (18) e os donos de bares e restaurantes afirmam que vão respeitar a legislação, mas não pretendem gastar muito para isso. No lugar de modernos fumódromos, a maioria dos estabelecimentos pretende investir em varandas e áreas abertas.

O proprietário da boate Lua Azul, em Guarapari, Luciano Leal de Souza, diz que o estabelecimento está com placas de informações sobre os locais em que o fumo é permitido. "Criamos um espaço reservado, arejado, para os fumantes. Os seguranças estão preparados para orientar as pessoas a não fumar em ambiente fechado. Acredito que a lei veio para respeitar o público em geral e ajudar a todos os clientes. Os empresários devem criar alternativas para todos", comenta.

Assista ao vídeo no final da matéria

Em Vitória, no Canto da Roça, o proprietário Adilson Mendes acredita que a nova lei não vai alterar muito a rotina da casa. "Já temos duas áreas para fumantes, só que estes locais funcionam à noite. Para tentar controlar o uso do fumo no restaurante, paramos de vender cigarro e as mesas não possuem cinzeiros. A lei é um incentivo para as pessoas entenderem o mal que o cigarro faz. A clientela não deixara de frequentar os lugares por causa da nova legislação", ressalta.

No restaurante Pirão, também, em Vitória, o proprietário Hercílio Alves comenta que o público que costuma frequentar o estabelecimento já sabe que não pode fumar na área interna. "Até hoje nunca tive problemas com o cigarro no estabelecimento. Nunca pôde fumar dentro da casa, as pessoas sempre fumaram do lado de fora. Meu restaurante é pequeno, não tem como colocar um fumódromo", explica.

Para o presidente do Sindicato dos Bares, Restaurantes e Similares do Espírito Santo (Sindibares), Wilson Calil, o entendimento da lei está confuso. "Para o Sindicato, o decreto define as varandas como áreas que não são de uso coletivo, portanto, pode-se fumar nestes locais sem se preocupar com um isolamento. Não dá para orientar os associados se não existe um entendimento. A primeira coisa que vão precisar é entender o espírito da lei. Se ele tem um bar com varanda, o dono do estabelecimento não vai precisar de fumódromo", salienta Calil.

O Sindibares pediu à Procuradoria Geral do Estado (PGE) o prazo de um mês para a lei entrar em vigor. As Vigilâncias Sanitárias de Vila Velha, Serra, Cariacica e Vitória não multarão os estabelecimentos neste primeiro momento. A Procuradoria explicou que as áreas externas devem ser separadas do ambiente interno por uma barreira. Caso contrário, a lei não seguiria uma lógica.

A interpretação da lei ainda vai ser muito discutida, isto é o que promete o Sindibares. Mas qual é a opinião do capixaba em relação a nova legislação. A reportagem multimídia foi às ruas da capital para saber qual é a opinião do cidadão. Segundo o colorista Ronaldo Pádua, o fato de estar em um bar ou restaurante convivendo com a fumaça do cigarro incomoda muito. "A gente acaba fumando, indiretamente, com as pessoas", relata.

O executivo de contas Cliver Abner comenta que a lei pode dar certo, mas o fumante terá dificuldades. "Já fumei e sei que o vício do cigarro é uma praga. Querendo ou não, em alguns locais, o fumante vai acabar evitando de frequentar", disse Cliver.

O jornalista Toninho Lima diz que já era tempo de o poder público solucionar este incômodo. "O fumo traz consequências graves a saúde. Penso que a fiscalização deve ser rígida".

 
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