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Lei Antifumo afasta fregueses dos bares (23/12/2009)
jornal E - Curitiba

http://jornale.com.br/content/view/24660/52/

Comentário da ACT:

Abaixo, reportagem tendenciosa sobre a lei antifumo de Curitiba - clicando no link abaixo, dá para ver fotos de bares com mesas vazias nas calçadas.

Notem que essa Abrabar, na pessoa do presidente Fabio Aguayo, fez oposição à aprovação da lei, já entrou com ação contra a lei, e não tem site. É de se questionar quem ela efetivamente representa.

Interessante notar o que diz a matéria: “A conscientização da parte dos proprietários e compreensão dos clientes ajudou para que, segundo dados da Abrabar, menos de 1% de toda categoria infringissem a lei”.


Fonte: http://jornale.com.br/content/view/24660/52/
Curitiba

Lei Antifumo afasta fregueses dos bares

Publicado por Edson Fonseca
23-Dez-2009 19:23
 

Com a diminuição do cigarro aumenta o consumo de álcool

 

Após pouco mais de um mês da vigência da Lei Antifumo em Curitiba os estabelecimentos sentem uma mudança no comportamento dos clientes. Segundo a Abrabar - Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas -, através de uma consulta realizada no último fim de semana em 33 bares da capital, nos dez primeiros dias de vigência da lei a freqüência nos bares diminuiu em até 18%. O mesmo aconteceu nas casas noturnas, que teve uma média de 28% de diminuição de clientes.

Curitiba é a capital com maior índice de fumantes no Brasil, com cerca de 30% da população, segundo Fábio Aguayo, presidente da Abrabar. "As mulheres são grande parte desse número, que beira os 60% do total de fumantes", diz o presidente. Com a repressão sobre os fumantes o consumo de bebidas alcoólicas aumentou cerca de 10% nos estabelecimentos de Curitiba. Um dos motivos apontados é a abstinência do cigarro, a qual causa grande ansiedade naqueles que não podem fumar. O aumento no consumo de petiscos e porções também foram detectados.

A conscientização da parte dos proprietários e compreensão dos clientes ajudou para que, segundo dados da Abrabar, menos de 1% de toda categoria infringissem a lei. Até o momento já foram autuados 11 estabelecimentos na cidade. Mesmo com o baixo número de violações, para o presidente da associação as atitudes dos fiscais não estão de acordo com as recomendações do site da prefeitura e orientação da direção do órgão responsável pela fiscalização da Secretaria Municipal de Curitiba, as quais permitem o uso de tabaco intramuros e nas calçadas, desde que o toldo (se houver) seja aberto nas laterais e que o espaço fique no mínimo a dois metros do local fechado. De acordo com Aguayo a fiscalização sobre os cinzeiros também está equivocada. "Aí é que entra o bom senso do fiscal. Alguns não fiscalizam corretamente. Os cinzeiros não precisam desaparecer dos bares. Eles podem ser usados para outras coisas como palitos, papeis e objetos que o cliente queira depositar", reclama Aguayo.

Houve mudanças também nos estabelecimentos que separam áreas para fumantes. Os antigos "fumódromos" não são mais permitidos com a nova lei. Interpretações equivocadas sobre ambientes tolerados para o fumo são comuns entre os freqüentadores, e até mesmo proprietários. Todavia, a nova lei não se aplica a ambientes internos de residências ou mesmo quartos de hotéis, desde que estejam ocupados por hóspedes.

Os ambientes ao ar livre, por exemplo, são quase que unanimidade na ocupação de fumantes. Do mesmo modo, nas áreas internas, a presença de não-fumantes é maioria. Adaptações ainda estão sendo concluídas, cada lugar com sua peculiaridade e necessidades diferentes.
 


Alguns bares estão aproveitando os espaços externos para oferecer atendimento sem que o cliente precise sair do local para fumar. As calçadas hoje estão transformando-se em extensões dos estabelecimentos. Mas isso é feito de acordo com as regras de cada bar, e que esteja de acordo com a lei. No entanto, alguns optam por exigir que o cliente pague a ficha antes de sair. Carimbos também estão ajudando nas portarias para que possam ter controle no entra e sai de pessoas. A pena para o estabelecimento que transgredir a lei será de R$ 1mil, dobrando a multa se vier acontecer pela segunda vez. Caso venha a ser multado pela terceira vez o estabelecimento poderá ter o alvará cassado.

Texto André Osiecki
Fotos Lineu Filho

 

 
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