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Lei antifumo fica ''light'' à beira-mar (1/1/2010)
Agência Estado

Por serem abertos, bares, restaurantes e shoppings têm dificuldades em fazer clientes apagarem o cigarro
Luísa Alcalde

Por serem abertos, avarandados e terem mesas ao ar livre, ao lado de marquises e toldos, os bares, restaurantes, padarias e até shoppings de praias do litoral norte - como EM Barra do Saí, Juqueí, Maresias, Camburi e Boiçucanga - estão tendo problemas na hora de fazer veranistas apagarem o cigarro. A lei antifumo tem de ser cumprida em todo o Estado.

Para piorar a situação, a maioria dos comerciantes diz não ter recebido ainda a visita de fiscais, apesar de a nova regra ter entrado em vigor há quatro meses. Nem para serem orientados sobre o que pode e o que não pode mais. A Secretaria Estadual da Saúde diz que as blitze estão ocorrendo normalmente e que foi divulgada campanha de esclarecimento sobre as novas regras (leia ano texto ao lado).

"Algumas pessoas acham que a lei não está aqui. Só em São Paulo", observa a gerente do restaurante Sahy Ice Point, Néia Soares, de 25 anos. O estabelecimento tem mesas debaixo de toldos e outras bem ao lado, em uma área ao ar livre, onde se permite fumar.

O curioso é que em frente a esse restaurante funciona outro, o Cantinho do Sahy, com características iguais. Mas nas mesas ao ar livre a proprietária, Silvana Santana Lechinieski, de 34 anos, já não permite o fumo. "Só pode acender cigarro fora do estabelecimento, na calçada", diz ela.

"O espaço aberto fica muito próximo de onde está o toldo. Não tem como a fumaça não invadir e isso pode incomodar outros clientes", justifica Silvana. A lei libera o cigarro em áreas ao ar livre, como quiosques de praia, por exemplo.

No Beira Praia Shopping, em Boiçucanga, a confusão sobre o que está ou não liberado é a mesma. O centro de compras tem corredores abertos intercalados com toldos. "As pessoas acham que aqui é uma extensão da praia. Entram com cigarro aceso e temos de lembrá-las de que é um shopping e também não pode", afirma o encarregado Erivaldo Batista de Souza, de 25 anos.

Só para lembrar, em ambientes fechados de uso coletivo, a legislação veta o cigarro, caso dos shoppings centers.

"Não pode nem ali no jardim interno. Mas o turista vem da areia fumando achando que está tudo bem", completa o dono da pizzaria Piazza D"Itália, Itamar Said, de 58 anos. "Nunca vi um fiscal da lei antifumo por aqui e não sei de nenhum estabelecimento que tenha sido visitado", diz o comerciante.

Patrícia Moreira, de 38 anos, dona do restaurante Cheiro Verde, de Maresias, confirma. "Desde que a lei passou a valer não vi fiscais atuando ainda", afirma.

"O turista ainda insiste e vira e mexe tem alguém acendendo um cigarro aqui dentro. Tenho de pedir para a pessoa ir para a calçada", comenta Flávio Gonçalves de Araújo, de 31 anos, gerente do restaurante Caravelas, de Boiçucanga. "Na temporada, vou ter de redobrar a atenção", diz.

Em Juqueí, o restaurante Madre Guadalupe tem varanda coberta e, por isso, colocou banco de madeira e cinzeiro na calçada para a clientela. "Dessa forma fica mais do que sinalizado que aqui dentro não pode mesmo", afirma o gerente Fernando dos Santos, de 25 anos.

 

 
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