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Lei Antifumo completa dois meses com 24 autuações em 2.996 inspeções (21/1/2010)
Prefeitura de Curitiba

www.curitiba.pr.gov.br

A Lei Municipal Antifumo completou dois meses com boa aceitação pela população curitibana. A lei, proposta pelo vereador Tico Kuzma e sancionada pelo prefeito Beto Richa, entrou em vigor em 19 de novembro último. Desde então, a Prefeitura fez 24 autuações por desrespeito à nova lei, em 2.996 inspeções.

"A lei foi bem aceita. Não temos dúvidas que a população curitibana compreende e apoia a proibição do fumo em recintos fechados, o que traz benefícios à saúde de fumantes e de não-fumantes", disse o prefeito Beto Richa.

Além da fiscalização da Vigilância Sanitária, também houve várias ações de orientação, como 98 reuniões com instituições públicas e privadas; 28 ações educativas em terminais de ônibus; além de de divulgação em rádio, TV e mobiliário urbano.

"A lei pegou e passou a ser incorporada ao comportamento da população curitibana", disse o vice-prefeito e secretário da Saúde, Luciano Ducci.

O trabalhador da construção civil e ex-fumante Gilmar dos Santos, de 37 anos, não se sentia à vontade quando alguém acendia o cigarro perto dele. "Agora ficou melhor porque as pessoas ficam mais inibidas de começar a fumar do lado da gente", disse. Ele fumou dos 12 aos 31 anos.

Colega de profissão de Santos, Renil Francisco da Silva, de 54 anos, fumou dos 10 aos 35 anos. "Eu era bem mais novo mas tinha dificuldade para andar ligeiro. Hoje é o contrário: parece que agora tenho menos idade que antes", comparou. Silva disse que a lei é mais que uma norma de caráter coletivo. "Para o bem das pessoas que fumam, é melhor cumprir".

Além de não fumar, a estudante de estética Mariana Oliveira tem outro bom argumento contra o fumo: faz mal para a pele, que não responde aos tratamentos da mesma maneira que o organismo de quem não fuma.

"Além disso, para nós que precisamos estar muito perto dos clientes para fazer o nosso trabalho, é horrível chegar perto de alguém cheirando a fumaça", disse Mariana. "Os professores recomendam aos estudantes que fumam que, pelo menos até o final do curso, deixem o cigarro".

O não-fumante João Paulo da Silva Santos, que há três anos trabalha como garçom, apoia a lei. "Foram praticamente três anos fumando junto com o pessoal, mesmo sem querer, e que prejudicava muito a saúde da gente. Isso sem contar o cheiro ruim na roupa e nos cabelos", disse.

O entusiasmo com a lei é compartilhado pela esteticista e também não-fumante Michele Varago. "Antes, os não-fumantes eram obrigados a aturar o cheiro e a irritação que a fumaça do cigarro causa. Nós é que tínhamos que sair. Agora, todo mundo está sendo respeitado no seu direito de ficar nos bares com os amigos", observou.
 

 
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