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Porto-alegrenses são favoráveis a uma lei que proíba o cigarro em ambientes fechados (23/1/2010)
Agência Click RBS

Cerco aos fumantes no Rio Grande do Sul
CARLOS ETCHICHURY | carlos.etchichury@zerohora.com.br

A restrição completa ao fumo em ambientes fechados como bares, restaurantes, boates e lanchonetes, à semelhança do que ocorre em São Paulo, tem a simpatia da maior parte dos porto-alegrenses. É o que constatou uma pesquisa inédita, realizada pelo Departamento de Ciências Administrativas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), divulgada com exclusividade por Zero Hora.

Destinada a aferir a percepção dos moradores da Capital sobre o cerco ao fumo – uma tendência mundial, o resultado do estudo surpreendeu os próprios pesquisadores. Dos 1.009 entrevistados, 87,2% mostraram-se favoráveis a uma legislação que proíba o fumo em locais total ou parcialmente fechados. Apenas 10,5% reprovam a ideia.

– É um dado interessante. Se formos analisar apenas os fumantes que responderam à pergunta, 68,9% são favoráveis. Seria lógico que os fumantes não fossem favoráveis, mas mais do que a maioria aprova – diz Diego Costa Pinto, mestrando em Marketing pela UFRGS.

Coordenado por Walter Nique, professor e pesquisador do Departamento de Ciências Administrativas, o estudo revelou que dois terços dos entrevistados acredita que não fumantes irão frequentar mais ambientes livre de baforadas.

Um outro dado revelador – pelo menos sob o ponto de vista do interesse de comerciantes, que temem perder clientes caso uma lei radical antifumo seja aprovada - é que 60% dos entrevistados acreditam que os fumantes deixarão de frequentar ambientes livres de tabaco.

As sanções sugeridas pelos participantes do levantamento para quem desrespeita uma eventual legislação antifumo são mais duras para fumantes do que para donos de estabelecimentos. Para 66,7% dos ouvidos, o tabagista deve ser multado, enquanto 58,2% defendem punição ao comerciante.

Embora simpáticos à ideia de fumo zero em ambientes restritos, moradores de Porto Alegre são céticos. Quase a metade (42,5%) dos consultados acredita que uma eventual lei será desrespeitada.

– Esta descrença talvez seja sequela da lei seca (prevê a prisão de motoristas alcoolizados), que é muito boa, mas acabou não pegando – interpreta Pinto.

Na Capital, a pesquisa deve influenciar as discussões na Câmara de Vereadores, que debate um projeto de lei, semelhante ao paulista, de autoria dos vereadores Beto Moesch (PP) e Dr. Raul (PMDB). Se aprovado, substitui a lei existente desde 2006, considerada liberal, que permite o fumo em ambientes fechados desde que equipados com fumódromos.

– A restrição completa ao fumo é uma questão de tempo. Porto Alegre e o Estado estão atrasados. Isso acontece nos Estados Unidos, nos países da União Europeia, em São Paulo, no Rio, e outros Estados e Capitais – defende Moesch.

No Rio Grande do Sul, uma lei aprovada em outubro passado permite o fumo em ambientes fechados desde que existam áreas isoladas destinadas aos fumantes. O curioso é que a lei não prevê nenhum tipo de punição para infratores.

– A Casa Civil, que fará a regulamentação da lei, vai estabelecer as sanções, o que ainda não ocorreu – explicou o deputado Miki Breier (PSB), autor do projeto aprovado.

 

 
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