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8 motivos para parar de fumar já (8/4/2010)
Boa Forma

Saiba como se livrar desse vício sem engordar um grama
Por Isabela Leal | Colaborou Ana Paula Rafanini
 

As razões
1. Sua pele a salvo
Tudo bem que não dá para fugir do aparecimento de rugas e da perda de elasticidade e viço da pele, que vêm com os anos mesmo. Quem vive com o cigarro na boca, porém, vê esses problemas chegarem mais cedo. “A nicotina atrapalha a irrigação sanguínea, prejudicando a oxigenação das células cutâneas e desidratando a pele”, fala a dermatologista Roberta Teixeira, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O resultado é uma flacidez avançada antes do tempo. Tem mais: uma mulher fumante apresenta quase o dobro de rugas do que uma que não fuma, boa parte delas em volta da boca. “Além da repetição do movimento para segurar o cigarro entre os lábios, a fumaça em contato com a pele fragiliza o colágeno da região e favorece o surgimento dos sinais”, descreve a dermatologista Renata Ferreira Magalhães, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

2. Dentes sempre brancos
Difícil conservar dentes clarinhos quando o fumo faz parte do dia a dia. “A nicotina pigmenta o esmalte, deixando-o amarelado”, fala a dentista Denise Tibério, de São Paulo. E não adianta recorrer aos métodos de clareamento para recuperar o sorriso branquinho, pois a mancha deixada pela substância é externa (diferente daquela de vinho e café, por exemplo, que penetra no dente). O ideal para removê-la é realizar limpezas manuais periódicas no consultório – e, claro, manter distância do cigarro. Mas as consequências desse mau hábito vão além da estética. “Fumar deixa a gengiva suscetível à infecção por bactérias e ao risco de periodontite, que é quando essa estrutura (que sustenta o dente) cede e os microrganismos atingem o osso, podendo ocorrer a perda do dente”, alerta o cirurgião dentista Marcelo Kyrillos, do Ateliê Oral, em São Paulo.

3. Paquera em alta
Foi-se o tempo em que mulher fumante era atraente aos olhos dos homens. Uma pesquisa feita com os leitores da revista MENS HEALTH mostrou que hoje a história é outra: 62% afirmaram que deixariam de abordar uma garota na balada, por mais linda que fosse, se ela tivesse um cigarro na mão. Pudera: fumar estraga o hálito (pois libera maisde 2 mil substâncias tóxicas derivadas do enxofre) e deixa pele e cabelo impregnados. Mas não é só isso. O tabaco provoca uma alteração nas cordas vocais que as faz vibrar em uma frequência característica do timbre de voz masculino, ou seja, mais grosso. Assim, não tem clima para aquela conversa de pertinho, certo?

4. Fôlego de sobra
Quem malha e fuma rende menos no treino e deixa de aproveitar boa parte dos benefícios dele, já que as toxinas do cigarro agridem o pulmão, dificultando a passagem de ar, prejudicando a oxigenação do organismo e antecipando o cansaço. “As praticantes de atividades aeróbicas (como corrida, ciclismo e natação) sentem ainda mais os prejuízos, pois essas modalidades utilizam mais oxigênio”, fala o fisiologista do exercício Paulo Zogaib, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). E, com o tempo, o quadro tende a piorar. “A partir dos 30 anos, fumantes perdem, a cada ano, o dobro da capacidade respiratória de quem não fuma”, alerta o pneumologista Sérgio Ricardo Santos, da Unifesp.

5. A vida fica mais gostosa
Menos cheiro e menos sabor. É assim, sem metade da graça, que fica a vida de quem não larga o cigarro. “Inalar o odor do tabaco todo dia satura o olfato e diminui a capacidade de sentir cheiros”, explica o otorrinolaringologista Luciano Rodrigues Neves, da Unifesp. Como olfato e paladar estão ligados, a capacidade de perceber o sabor também fica comprometida. Para piorar, fumar estimula a formação da saburra (aquela camada esbranquiçada que se forma na parte de cima da língua pelo acúmulo de resíduos de alimentos e células que se descolam naturalmente da boca). “Isso atrapalha a atividade das papilas gustativas, responsáveis por sentir o gosto dos alimentos”, completa Marcelo Kyrillos.

6. Bebê à vista
O consumo frequente de nicotina reduz em até três vezes as chances de a mulher ficar grávida. “A substância altera o funcionamento dos ovários, afetando a qualidade dos óvulos produzidos e diminuindo a regularidade das ovulações”, destaca a ginecologista Rosa Maria Neme, do Centro de Endometriose São Paulo. “E também prejudica a vascularização do útero, aumentando o perigo de aborto”, completa. O cigarro ainda encurta a fertilidade em até quatro anos, deixando, nesse período, o organismo exposto a níveis menores de estrogênio. “Sem a proteção do hormônio reprodutivo, rescem os riscos de desenvolver osteoporose, doenças cardiovasculares e colesterol alto”, alerta a médica.

7. Coração protegido
Fumantes correm 70% mais risco de sofrer um infarto em comparação com quem não fuma, porque o cigarro abre as portas do corpo para fatores de risco para a doença: promove o depósito de colesterol na parede das artérias e a oxidação dele (favorecendo a formação de coágulos que podem provocar ainda um derrame cerebral) e facilita a coagulação do sangue (dificultando a circulação). “Mais da metade dos pacientes com doenças coronárias é fumante”, aponta o cardiologista Ricardo Pavanello, do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. Se você toma pílula anticoncepcional, então, o perigo aumenta. “O estrogênio presente no remédio faz o sangue coagular mais rápido, aumentando os riscos de formação de trombos”, diz o cirurgião vascular Ricardo Aun, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

8. Bem longe do câncer
A associação entre o cigarro e a doença é automática. E, nas mulheres, ela tem uma razão para ser mais frequente. “A combinação do tabaco com os hormônios femininos favorece a mutação de genes que podem causar câncer”, explica o pneumologista Daniel Deheinzelin, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. E quem acha que só o pulmão é afetado pelo mau hábito está enganada. Nas mulheres, o tabagismo está relacionado ainda ao câncer de mama e de colo do útero. “Isso sem falar nos tumores de boca, laringe e faringe, que em 97% dos casos estão ligados ao cigarro”, afirma Daniel.


 

 
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