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Tabagismo dos pais está associado à baixa estatura dos filhos (19/12/2005)
ACTBR

Fonte: O Regional Online - Catanduva Sao Paulo
Data: 26/11/2005 
 
Crianças que convivem com fumantes no domicílio apresentam menor índice de crescimento
Agência Notisa
Agência Notisa
 
Já está comprovado que o tabagismo durante o período gestacional está associado ao baixo peso, à redução do perímetro cefálico e torácico e ao comprimento de recém-nascidos. No entanto, o tabagismo dos pais e de moradores do domicílio também está relacionado à baixa estatura em crianças menores de cinco anos. Isso é o que mostram pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro em um estudo realizado com 2.037 crianças que freqüentaram os postos de saúde da cidade de Cuiabá (MT) para vacinação, no período compreendido entre agosto de 1999 e janeiro de 2000.

De acordo com artigo publicado na edição de agosto/setembro de 2005 dos Cadernos de Saúde Pública, “os que concordaram em participar da pesquisa responderam a um questionário contendo questões relacionadas ao nascimento das crianças, à exposição ao tabagismo passivo no domicílio e às características sócio-demográficas das famílias. O peso e o comprimento ao nascer foram obtidos diretamente do cartão da criança; já o peso, comprimento ou estatura, no momento da pesquisa, foi medido antes de a criança ser vacinada e de ter sido realizada a entrevista”.

A equipe observou que do total de crianças estudadas, 37,7% eram fumantes passivas, ou seja, moravam em domicílios com pelo menos um fumante. A prevalência de crianças com baixa estatura foi de 4,3%, sendo maior para os filhos de pais fumantes do que de pais não fumantes. A média do peso e do comprimento ao nascer foi menor para as crianças cujos pais eram fumantes do que para as crianças cujos pais não eram fumantes.

Segundo os pesquisadores, “os resultados encontrados no estudo demonstram que o tabagismo é uma variável que permanece significante mesmo quando se leva em conta a influência dos fatores sócio-econômicos e demográficos”. Eles explicam que a associação entre o tabagismo passivo e o crescimento de crianças pode estar relacionada à maior probabilidade de elas apresentarem doenças respiratórias, que podem afetar seu desenvolvimento.

Dessa forma, a equipe alerta para a importância de o tabagismo ser incluído nos estudos de avaliação nutricional e antropométrica. “Por ser uma variável que pode, biologicamente, interferir no crescimento da criança e também porque medidas de controle precisam ser utilizadas e implementadas para reduzir sua prevalência na população, contribuindo para estilos
 
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