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Em Minas Gerais, mulheres e gestantes trocam cigarro por rosas em Dia Mundial sem Tabaco (31/5/2010)
Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais

http://www.saude.mg.gov.br/noticias_e_eventos/mulheres-e-gestantes-trocam-cigarro-por-rosas-em-dia-mundial-sem-tabaco

Mulher, você merece algo melhor que o cigarro”. Este foi o tema que marcou o Dia Mundial sem tabaco, hoje (31.05), que serviu como ponto de partida para ações específicas para a mulher. A idéia do Instituto Nacional do Câncer (INCA) foi alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco utiliza para atingir o público feminino, com o intuito de desmistificar o uso do tabaco entre as mulheres e orientar sobre os males que seus produtos causam à saúde da população e ao meio ambiente.

Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde, em parceria com a Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), realizou ações de conscientização com a troca de cigarro por rosas para as mulheres.

Segundo estimativa de Câncer do INCA para 2011, são esperados 46.630 casos novos para Minas Gerais. Desses, 23.790 são em mulheres e 22.840 em homens. O câncer de mama apresenta o maior número de casos novos esperados, para mulheres, em Minas Gerais, com 4.250 casos, com um risco estimado de 41 casos a cada 100 mil mulheres. Em Belo Horizonte são esperados 950 casos, com um risco estimado de 70 casos a cada 100 mil mulheres.

Os três tipos de cânceres mais freqüentes nas mulheres em Minas Gerais são: exceto pele não melanoma, câncer de mama, câncer de colo do útero, e o câncer de cólon e reto.

De acordo com a assessora de Promoção à Saúde da SES, Maria Lúcia Teixeira, é importante lançar mão de um conjunto de ações educativas e de prevenção dos fatores de risco, como o tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, alimentação não saudável, sedentarismo, obesidade e outros associados. “Vale ressaltar que é preciso realizar uma mudança de comportamentos nocivos à saúde, que define uma melhor qualidade de vida. Para vencer câncer, não podemos focar apenas no tratamento. É preciso atuar, também, em outras frentes para que essa luta seja eficaz”, destacou.

Em Minas Gerais, segundo dados do INCA para 2010, válidos para 2011, são esperados 46.630 casos novos para Minas Gerais. Desses, 23.790 são em mulheres e 22.840 em homens. O câncer de mama apresenta o maior número de casos novos esperados, para mulheres, em Minas Gerais, com 4.250 casos, com um risco estimado de 41 casos a cada 100 mil mulheres. Em Belo Horizonte, são esperados 950 casos, com um risco estimado de 70 casos a cada 100 mil mulheres.

Gestação e consciência

Uma das ações marcantes no dia de hoje, foi o plantio de flores em um canteiro da Maternidade Odete Valadares da rede Fhemig. As mudas foram plantadas por mães gestantes fumantes ou não, técnicos da SES e FHEMIG.

À espera de seu primeiro filho e no sétimo mês de gestação, Vanessa Saraiva aprova a conscientização às grávidasÀ espera de seu primeiro filho e no sétimo mês de gestação, Vanessa Saraiva aprova a conscientização às grávidas, pois “muitas delas não têm o apoio de familiares e amigos. Para mim, cigarros e bebidas não combinam com uma gravidez consciente. É bom lembrar que uma vida vem sendo gerada e que ela precisa chegar saudável, longe do cigarro”, salientou.

Para o diretor clínico e obstetra da Maternidade Odete Valadares, Frederico José Amedée Peret, fumar durante a gravidez aumenta os riscos de aborto espontâneo e de descolamento da placenta. Além disso, o bebê nasce com baixo peso, inclusive nos casos de mulheres que convivem com pessoas fumantes. Frederico Peret ainda esclarece que um outro risco é a morte súbita de bebês pouco depois do nascimento, nos casos de mães que fumaram ao longo da gestação.

“Já foi provado também que há consequências neurológicas para as crianças que receberam nicotina ao longo da sua formação no útero materno. Neste estudo, foi identificado, nos primeiros anos de vida, um déficit na atenção e uma irritabilidade maior nestas crianças, se estendendo à fase da adolescência e aumentando os riscos destes se tornarem fumantes”, relatou o diretor.

Além da atividade na Maternidade, aconteceu uma palestra na SES com o tema: ”Gênero e tabaco com uma ênfase no marketing para mulheres”. Na Gerência Regional de Saúde de Belo Horizonte, aconteceu ainda, a apresentação do “Quarteto em Flauta”, da Fundação Gonçalves Dias, formado por Marcela Nunes, Marina Cyrino, Shari Simpson e Diogo Nazea.

Segundo Estela de Cássia Pereira, referência técnica de Promoção à Saúde/Tabagismo da SES-MG, o tema da campanha “Gênero e Tabaco” partiu do Instituto Nacional do Câncer (INCA) com o tema. “Não é questão de a mulher estar fumando mais que os homens. O gesto de trocar o cigarro por uma flor vem da necessidade de dialogar com a mulher. Estamos fazendo em gesto também nos municípios. Envolve saúde e meio ambiente”, destacou.

Ação interna

Os servidores da Gerência Regional de Saúde de Belo Horizonte e da Secretaria de Estado de Saúde Minas Gerais (SES-MG) foram surpreendidos nesta manhã com a realização de diversas ações celebrando o “Dia Mundial sem Tabaco”. A iniciativa contou com a troca de cigarro por rosas, palestra e a apresentação do “Quarteto em Flauta”, da Fundação Gonçalves Dias, formado por Marcela Nunes, Marina Cyrino, Shari Simpson e Diogo Názea, na Av. Afonso Pena 2300.

Segundo Estela de Cássia Pereira, referência técnica de Promoção à Saúde/Tabagismo da SES-MG, o tema da campanha “Gênero e Tabaco” partiu do Instituto Nacional do Câncer (INCA) com o tema. “Não é questão de a mulher estar fumando mais que os homens. O gesto de trocar o cigarro por uma flor vem da necessidade de dialogar com a mulher. Estamos fazendo em gesto também nos municípios. Envolve saúde e meio ambiente”, destaca.

Reunindo servidores da Secretaria e da Gerência Regional de Saúde de Belo Horizonte, a iniciativa foi bem avaliada. A servidora de imunização da GRS-BH Cláudia Otero enfatizou a oportunidade de reflexão junto à música. ”Estes momentos devem ser incentivados. A adesão foi muito boa. Ligar a promoção à saúde com a arte”.

O servidor Níveo da Cruz destaca o papel de promoção à saúde. ”Não tocaram a doença, mas a promoção à saúde e isso é essencial para obter sucesso”. ”O evento foi excelente. É importante o servidor ser lembrado. Podemos levar informação para casa e amigos, enfim, promover uma discussão maior sobre o tema”, disse a servidora Regina Ferreira.

 
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