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DADOS mostram que o hábito de fumar começa muito cedo (6/1/2006)
ACTBR

Data: 06/01/2006
Fonte: O Regional

Cerca de 100 mil crianças se tornam fumantes por dia O Programa de Abordagem e Controle do Tabagismo já tem mais de 700 inscritos em Catanduva Da Reportagem Local

Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que, todos os dias, 100 mil crianças se tornam fumantes regulares em todo o mundo. No Brasil, as últimas informações divulgadas pela Vigilância de Tabagismo em Escolares

(Vigescola) mostram que cerca de 13% dos estudantes cariocas de 13 a 15 anos podem ser considerados fumantes freqüentes.

A partir deste ano, o Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, pretende repetir o estudo em pelo menos uma capital a cada ano. Para

2006 também estão previstas pesquisas sobre uso de cigarro entre universitários de 18 a 24 anos.

De acordo com a psicóloga e coordenadora do Programa de Abordagem e Controle do Tabagismo em Catanduva, Fernanda Lins e Freitas, dos 50 fumantes ativos que participam do programa, 90% começaram a fumar quando tinham entre 15 e 20 anos.

"Todas as coisas que são reprimidas pelo jovem acabam sendo descontadas no uso de drogas, como o cigarro e o álcool. Essas drogas têm uma conotação de solução de problemas", explica.

Hoje em dia, existe uma certa tolerância social em relação ao consumo do cigarro pelos adolescentes, já que a maioria deles fuma em casa. Além disso, os comerciantes não dificultam o acesso ao tabaco e burlam a lei ao vender cigarro para menores.

"Os jovens ainda estão na fase que acham que fumar é muito bom. Poucos deles procuram ajuda para parar de fumar. Essa vontade só aparece quando eles já têm acima de 30 anos e alguns prejuízos à saúde, relacionados ao cigarro", garante Fernanda.

O jovem Rafael Nappi, de 21 anos, fuma com freqüência desde os 16 anos.

"Comecei a fumar quando ainda estava na escola. No começo fumava escondido. No segundo ano que estava fumando, meus pais descobriram. Não fui muito recriminado porque meu pai fuma e minha mãe fumava quando era mais jovem. Claro que eles sempre alertam para os malefícios que pode causar", explica.

Para o jovem, não há problemas em fumar. "Por enquanto não penso em parar", garante.

O Programa de Abordagem e Controle do Tabagismo já tem mais de 700 inscritos em Catanduva. O tratamento tem duração de um ano e tem por objetivo combater o avanço do tabaco e suas conseqüências.

DEPENDÊNCIA

Um indivíduo é considerado dependente quando já fumou mais de 100 cigarros ou cinco maços na vida. Quem começa a fumar cedo tem menos chances de abandonar o cigarro. Os adolescentes desenvolvem dependência mais rapidamente, já que o vício surge em um período que vai de seis meses a um ano de consumo.

Um fumante tem mais dificuldade para realizar atividades cotidianas como subir escadas ou praticar esportes. O cigarro aumenta a probabilidade de que esses jovens desenvolvam doenças cardiovasculares, respiratórias e tipos de câncer na vida adulta, como o de boca e o de pulmão.

A situação é ainda mais problemática entre as mulheres, por conta da questão reprodutiva. Mães que fumam durante a gestação correm risco de abortar e têm filhos com baixo peso.

O cigarro é a quarta causa direta de óbitos em Catanduva, mas pode ser considerada a primeira porque está relacionada com as duas maiores causas de morte no município: respectivamente, doenças cardiovasculares e derrame cerebral.

A situação é agravada pela fuligem de cana aspirada pela população, que potencializa os efeitos das toxinas inaladas por quem é fumante ativo ou passivo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que um terço da população mundial adulta, incluindo 200 milhões de mulheres, sejam fumantes. Enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres.

Em mulheres com mais de 30 anos, fumar faz baixar os níveis de estrógeno, um hormônio importante na reprodução humana. Sua diminuição apressa a menopausa.

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
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