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Uma produtora dividida entre o tabaco, os festivais e o tempo (7/7/2010)
O Globo

Perto de mais uma mostra de cinema, Adriana Dutra prepara dois filmes

André Miranda

Ultimamente, a produtora Adriana Dutra tem tido uma preocupação a mais com o tempo. Entre os dias 15 e 18 deste mês, ela estará à frente do 3º Brazilian Film Festival of Vancouver, uma das mostras de cinema brasileiro que a empresa da qual ela é sócia, a Inffinito, organiza no mundo. São dez festivais, que consomem meses de organização e trabalho.

Além disso, Adriana também arruma tempo para preparar um segundo documentário, sobre um tema que ela já provou ser especialista: depois de “Fumando espero” (“Um filme para quem ama, já amou ou odeia o cigarro”, como dizia seu cartaz), ela está rodando outro filme sobre tabagismo, desta vez contratada pelo programa Tabaco e Gênero, do Instituto Nacional do Câncer e da UFRJ. Por fim, Adriana ainda está envolta na pesquisa de mais um documentário, sobre um assunto bem apropriado para o momento: o tempo.

A vida agitada de Adriana começou a se desenhar há 16 anos, quando ela, a sua irmã, Cláudia Dutra, e Viviane Spinelli montaram a produtora Inffinito.

Os dois “fs”, oriundos da sugestão de um amigo numerólogo, deram certo. Hoje, o sucesso da Inffinito é incontestável: as sessões de seus festivais, cujo objetivo é divulgar o cinema nacional, estão quase sempre lotadas, basicamente de estrangeiros interessados em conhecer filmes brasileiros. O de Nova York, cuja 8aedição foi realizada há um mês, por exemplo, ocupa as salas do Tribeca Cinemas, de propriedade do ator Robert De Niro.

— Quando a gente criou a empresa, não havia o mito do Brasil que há hoje. O americano nem sabia onde ficava o Brasil. Nosso trabalho foi ajudar a construir uma identidade — diz ela.

Inquieta, Adriana também resolveu usar o cinema para tentar solucionar um problema de sua própria vida. Há alguns anos, ela buscava um jeito de parar de fumar. Pesquisou, pesquisou, pesquisou e viu que tinha tanto material que poderia fazer um filme. “Fumando espero” chegou aos cinemas em 2009, depois de mais de cem entrevistas e com a percepção, por parte de Adriana, de que um diretor pode se colocar em sua obra: ela participa ativamente de seu documentário, debatendo, opinando e mostrando suas experiências.

Adriana provou que, além de produzir, também sabia filmar.

Da experiência nasceram frutos. Primeiro, “Fumando espero” virou uma minissérie de TV. Segundo, ela está há mais de um ano sem fumar. Terceiro, ela foi chamada para um outro projeto, também envolvendo o tabagismo. Adriana está desde o início do ano acompanhando seis mulheres moradoras de comunidades do Complexo da Maré, no Rio.
É um novo filme à vista.

— O tabagismo é um doença principalmente feminina, que atinge mais os pobres. Mas eu quero ir além do cigarro agora. Minha ideia é contar as histórias dessas mulheres. Elas têm um esforço de vida descomunal, comandam seus lares. O cigarro, para elas, funciona como uma bengala — explica.

Por último, Adriana anda estudando física quântica, astronomia e História para um documentário que pretende começar a filmar até o fim do ano. O título provisório é “O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem”.

A motivação foram tantos festivais, filmes, projetos. Adriana quer entender o tempo: — Vai ser existencialista. E eu vou expor o tempo de filmagem no próprio filme.

 

 
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