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Setor vai exigir participação em debates antifumo (15/7/2010)
Gazeta do Sul

http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_noticia.php&intIdConteudo=135384&intIdEdicao=2142

COMENTÁRIO DA ACT:

Abaixo, segue matéria publicada pela Gazeta do Sul sobre o 1º Fórum Latino Americano do Tabaco, que está acontecendo em Buenos Aires, promovido pela Associação Internacional dos Produtores de Tabaco (ITGA).

Essa é uma organização muito forte que, como não deixaria de fazer, vem distorcendo a questão sobre os artigos 9 e 10 da Convenção Quadro, (regulamentação do conteúdo dos produtos de tabaco e da divulgação das informações sobre os produtos de tabaco), espalhando boatos de que o tabaco do tipo Burley deixaria de ser produzido no Brasil. Obviamente, isso gera um clima de tensão muito forte, especialmente na região sul, onde se concentra a fumicultura no Brasil. De tempos em tempos, a ITGA age dessa forma, em países produtores de tabaco.

Quem quiser se aprofundar nessa questão, acesse artigo da ACT, assinado pelo Guilherme Eidt, nosso coordenador de advocacy, que explica essa situação muito bem e desmistifica a questão:
http://www.actbr.org.br/uploads/conteudo/471_artigo_fumicultura_160610.pdf

A seguir, a matéria da Gazeta do Sul:

Buenos Aires – A palavra “catástrofe” foi repetida várias vezes ontem, ao longo do 1° Fórum Latino-americano do Tabaco, para classificar as consequências econômicas e sociais da possível aplicação de mais medidas restritivas ao fumo, previstas na Convenção-Quadro. Durante todo o evento, realizado em Buenos Aires, capital da Argentina, representantes do setor fumageiro de vários pontos da América Latina demonstraram grande preocupação diante da proposta de proibir a adição de ingredientes na fabricação do cigarro.

A medida tende a extinguir a produção do fumo Burley, usado pelas cigarreiras nas misturas, e acabaria com o cigarro do tipo american blend – consumido por praticamente 100% dos fumantes brasileiros. Para os especialistas ligados ao setor fumo, tais restrições deixariam milhares de agricultores sem trabalho e incentivariam o contrabando.

Realizado em uma das várias salas de convenção do Hotel Sofitel Buenos Aires – a menos de um quilômetro do famoso Obelisco da capital argentina –, o Fórum do Tabaco foi promovido pela Associação Internacional de Produtores de Tabaco (ITGA, na sigla em inglês) e pela Cooperativa Tabacalera de Misiones (CTM). Estiveram presentes representantes da Argentina, Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala e República Dominicana. Ao final do encontro foi redigida uma declaração com advertências contra os artigos 9 e 10 da Convenção-Quadro, que preveem o fim dos ingredientes no cigarro. Também foi exposta a exigência do setor fumageiro em participar dos debates promovidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) envolvendo o combate ao tabaco.

Conforme o diretor executivo da ITGA, Antonio Abrunhosa, as entidades defensoras do fumo não têm permissão de integrar tais discussões. Segundo ele, a OMS tem realizado uma série de reuniões com entidades governamentais e opositores do cigarro, onde representantes dos produtores não entram. “Na verdade, não há debate. Desta forma, as decisões são tomadas sem que sejam avaliados seus impactos na economia e na vida de milhares de agricultores”, afirmou. Mesma opinião tem Benício Werner, presidente da Afubra. “Os representantes dos fumicultores devem fazer parte destas reuniões.”

MISTÉRIO

A expectativa do setor é tentar reverter a situação e conquistar a oportunidade de expor seus argumentos antes de novembro, quando a OMS realiza, no Uruguai, um fórum cujo objetivo é aprovar os artigos 9 e 10 junto aos países que ratificaram a Convenção-Quadro. As propostas dos dois artigos, após um período de esquecimento nos debates, voltaram à tona recentemente, depois de o Canadá proibir a adição de ingredientes no cigarro. O governo brasileiro deve participar do encontro no Uruguai, mas sua postura diante da questão ainda é um mistério.

No Brasil, estima-se que existam 50 mil famílias produtoras de Burley nos três estados do Sul. No Vale do Rio Pardo seriam 2,5 mil, mais concentradas no Centro-Serra. Conforme gráficos apresentados ontem pelo diretor financeiro na América do Sul da fumageira Alliance One, o brasileiro Alexandre Strohschoen, o País produziu em 2009 mais de 121,5 mil toneladas de tabaco do tipo Burley. A Argentina, outro grande produtor dessa variedade de fumo, respondeu no mesmo período por 24 mil toneladas. No país vizinho, 14 mil famílias rurais dependem do Burley. “Para essas pessoas e para milhares de outros agricultores, as medidas de restrição propostas seriam uma catástrofe”, avaliou o presidente da CTM, Jorge Néstor.


Entenda

Conhecido como american blend, o cigarro consumido no Brasil e na maior parte da América Latina contém três tipos de tabaco. O do tipo Virgínia, comum na zona rural de Santa Cruz do Sul, ocupa entre 45% e 55% da fórmula; o Burley, de 20% a 25%, e a quantidade do Oriental – geralmente, importado – pode chegar a 15%. Também chamado de fumo de galpão, por dispensar o emprego de estufa, o Burley perde açúcar durante o processo de cura. Para repor o sabor perdido, são adicionados ingredientes – solução que a Convenção-Quadro sugere proibir.

 

 
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