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Um ano sem fumaça (8/8/2010)
Folha de S. Paulo

Editorial

Em vigor há um ano, é positivo o balanço da lei estadual paulista nº 13.541, que praticamente baniu o fumo dos espaços de uso coletivo públicos e privados.

Em primeiro lugar, não se materializaram os temores de representantes de bares e restaurantes que previam forte redução no número de frequentadores, o que levaria a falências e demissões no setor.
Na verdade, de acordo com uma enquete informal feita pela Folha, que ouviu 60 estabelecimentos de diferentes regiões da cidade, a maioria dos proprietários hoje aprova a nova legislação.
Mais importante, o banimento do chamado fumo passivo tende a ter um importante impacto positivo sobre a saúde pública e vem sendo adotado em várias cidades e até países do Primeiro Mundo.

Nos últimos anos, surgiram indícios convincentes de que a fumaça é bem mais letal para terceiros do que se acreditava. Estudos realizados na Inglaterra, no Piemonte e na Escócia, por exemplo, mostraram reduções significativas nas hospitalizações por ataques cardíacos -de 2,4%, 11% e 17%, respectivamente- depois que foram adotadas regras semelhantes à paulista.

O fumo, é sempre oportuno dizê-lo, representa um dos mais graves problemas sanitários da humanidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o tabagismo provoque a cada ano, em escala global, a morte de 5,4 milhões de pessoas. É mais do que a Aids (2 milhões), o álcool (1,8 milhão) e a malária (1 milhão) juntos.

Cabe, é claro, lembrar que o tabaco é um produto legalizado. O adulto que deseje fumar tem o direito de fazê-lo. Apenas cabe ao poder público impedi-lo de impingir a fumaça tóxica a quem não fez a escolha de ser fumante.
 

 
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