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Mulher tem mais dificuldade de parar de fumar do que o homem, diz especialista (30/8/2010)
Zero Hora

Mulher tem mais dificuldade de parar de fumar do que o homem, diz especialista

Conheça técnicas empregadas por ex-fumantes para abandonar o vício

Por questões hormonais, as mulheres tendem a se viciar mais facilmente do que o homem e têm mais dificuldades de parar de fumar. A explicação é do coordenador do programa de antitabagismo da Secretaria de Saúde de Brasília, Celso Antônio Rodrigues da Silva. Segundo ele, uma mulher que começa a fumar na adolescência, tem 30 vezes mais chance de desenvolver doenças como o câncer até os 30 anos de idade.

— A mulher tem mais dificuldade de parar por causa do vício psicológico, do medo de engordar e do próprio vício da nicotina, que é mais forte nelas. A cada 20 pessoas que procuram um de nossos grupos para se tratar contra o tabagismo, 16 são mulheres — afirmou.
Segundo Silva, o DF gasta cerca de R$ 18 milhões por mês para tratar apenas de pessoas com as 23 doenças mais recorrentes relacionadas ao fumo.

— A verba de assistência da secretaria, usada para tratar todas as doenças, é de R$ 21 milhões por mês. Imagine gastar R$ 18 milhões tratando só as relacionadas ao cigarro. E isso sem considerar que no total são mais de 60 doenças relacionadas ao fumo — disse.
Ele também informou que o governo local arrecada com o IMCS sobre a venda de cigarros fica muito aquém do que é gasto para tratar os doentes.

— De janeiro a julho deste ano o DF arrecadou R$ 6,2 milhões com o imposto sobre a venda.

Brasília e as cidades satélites têm 310 mil fumantes, das quais 2.600 morrem todos os anos por fatores relacionados ao fumo.
Para Maria Junqueira, que fumou dos 10 aos 33 anos, a batalha foi árdua e durou cerca de cinco anos. Ela disse que começou a fumar ainda menina, numa época em que tragar era considerado “chique e divertido”.

— Eu roubava um cigarro do meu pai, ou fazia um cigarro de palha. No interior isso era comum. Além do mais, minhas tias fumavam, minha mãe fumava escondido do meu pai e nós fumávamos juntas.
Ao engravidar, contudo, ela decidiu abandonar o vício pelo bem do bebê.

— Eu nunca mais voltei, mas passei cinco anos com vontade. Eu acordava de madrugada querendo fumar, sonhava que estava fumando — conta ela, que está há 24 anos sem fumar.

Já a amiga de Maria, Marli Cascão, largar o cigarro foi um pouco mais fácil. Ela disse que teve força de vontade para parar com os dois maços que fumava por semana.

— Eu sempre gostei de andar perfumada, comia comida natural, e um dia resolvi deixar o cigarro porque aquilo estava me incomodando.

Segundo Marli, a tática foi deixar um maço fechado na bolsa e dizer que estava apenas “dando um tempo”, e não que estava parando definitivamente. A estratégia funcionou e ela está há 18 anos sem fumar.

--  Se a gente disser que vai parar, aí fica mais difícil, dá mais vontade — disse.

Mas não são só as mulheres que se preocupam em deixar de fumar. O jovem Maxsuel Teixeira da Luz, de 25 anos, diz que fuma “pouco”, de sete a dez cigarros por dia. Mesmo assim, ele procurou o estande da Secretaria de Saúde no parque para medir a quantidade de monóxido de carbono no pulmão e colher informações sobre como deixar o vício, que começou há dois anos.

— Eu sei que não existem quantidades seguras para o consumo de cigarro e também sei que hoje eu não sinto nada, mas, amanhã, posso sentir — afirmou.

Luz acredita que eventos como este têm mais efeito sobre o fumante que propagandas em rádio e TV. “Para quem tem interesse em parar de fumar, esse corpo a corpo é ótimo. Ajuda a motivar e dá informações sobre como parar”, afirmou.

No Distrito Federal, segundo a Secretaria de Saúde, existem mais de 60 centros preparados com médicos, psicólogos e até nutricionistas espalhados pelas cidades satélites para ajudar quem quiser deixar o tabagismo.
 

 
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