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Cresce procura pelos grupos de apoio em Curitiba (27/9/2010)
Prefeitura de Curitiba

http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/cresce-procura-pelos-grupos-de-apoio/20677

O número de pacientes atendidos nos grupos de apoio a quem quer parar de fumar cresceu cerca de 20% do quarto trimestre de 2009, em comparação com o segundo trimestre de 2010. Nesse período, a rede de serviços inscritos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) a partir das unidades municipais de saúde subiu de 26 para 27 grupos, mas o número de participantes saltou de 626 para 780. A informação faz parte do acompanhamento do Programa de Controle do Tabagismo – uma das ações estratégicas da Prefeitura.
 

Para o coordenador do programa, médico sanitarista João Alberto Lopes Rodrigues, o resultado deve ter sido influenciado pela Lei Antifumo. A norma entrou em vigor em 19 de novembro do ano passado, proibindo o consumo de cigarro, charuto, cachimbo ou narguile em qualquer ambiente fechado de uso coletivo e, em consequência, restringindo o antigo espaço aberto aos fumantes. “Isso está forçando os fumantes a refletir sobre o assunto - que não é apenas uma questão de convivência social mas também de saúde individual e coletiva - e muitos acabam vindo nos procurar”, explica Rodrigues.

Rede - Atualmente, 43 grupos já estão cadastrados no CNES e, destes, 39 em atividade. De acordo com Rodrigues, a expansão da rede de grupos junto às unidades de atendimento significa que a Secretaria Municipal da Saúde está se antecipando ao crescimento da demanda e, ao mesmo tempo, praticamente zerando a fila de espera de aproximadamente 600 pessoas.

Entre os mais recentes estão os que funcionam junto às unidades de saúde Sambaqui, no Distrito Sanitário Bairro Novo, e Trindade, no Distrito Cajuru. Os demais abrirão em breve as inscrições dos interessados. O caminho para fazer parte de qualquer grupo é procurar a unidade de saúde mais próxima de casa. Se ela ainda não tiver seu próprio grupo, enviará interessado para a unidade mais próxima que conte com o serviço.

Cerca de mil pessoas estão frequentando os grupos em todas as fases do tratamento, que consiste predominantemente em apoio clínico e rodas de conversa entre os fumantes para troca de experiências.

Quando necessário, o paciente também usa medicamentos fornecidos pelas unidades de saúde para ajudar a ultrapassar o período inicial de ruptura com o cigarro. “Essa é uma fase crucial para o fumante e, de tão intensa a dependência química provocada pela nicotina, apenas 40% conseguem deixar o vício”, diz o coordenador do programa. “Quem quer romper com o vício, vem para o grupo e para de fumar é, sem dúvida, um vitorioso”.

Prevenção - Além de ajudar quem começou e não sabe como fazer para banir o cigarro da sua rotina, a Secretaria Municipal da Saúde aposta na prevenção junto a crianças e adolescentes. Por isso, os males causados à saúde pelo cigarro são tema constante nas escolas, principalmente entre os adolescentes.

O público conta com cartilhas específicas para discutir o uso de drogas. O tema sempre aparece nas reuniões dos grupos de adolescentes que funcionam junto às unidades de saúde e, até o final do ano, será objeto de atividades culturais e performances artísticas criadas pelos estudantes da rede pública de ensino e seus professores para manter a reflexão sobre o tema em destaque. “Além de fazer muito mal à saúde – o que por si só já é extremamente grave – o cigarro muitas vezes funciona como porta de entrada para o álcool e para as drogas ilícitas e a meninada precisa estar alerta”, observa o coordenador do Programa de Controle do Tabagismo.

O fumo é responsável por 90% das mortes por câncer de pulmão, 30% das mortes por câncer em geral, 25% das mortes por infarto do miocárdio, 85% das mortes por enfisema pulmonar e 25% das mortes por AVC (derrame). Doenças cardiovasculares e neoplasias são as principais causas de mortalidade geral, ficando entre 11% e 15% de todos os óbitos.

 

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
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