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Altos executivos que fumam ganham menos (19/12/2005)
ACTBR

Fonte: Catho

O número de executivos fumantes vem caindo nos últimos tempos, conforme mostra a pesquisa do Grupo Catho A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros - Edição 2005, realizada entre os meses de maio e julho, junto a 31.000 profissionais. Uma outra boa notícia da pesquisa é que 26% dos entrevistados conseguiram se livrar do cigarro.

Apenas 13,82% dos respondentes são fumantes. Em 1997, eram 19,59%. Apesar da constatação de que fumar faz mal à saúde, o hábito está mais disseminado entre os executivos que ocupam os cargos mais elevados da escada corporativa. Entre os presidentes e gerentes gerais, 22,76% são fumantes.

Logo atrás se encontram os diretores, com índice de 18,52%. Descendo os degraus na hierarquia da organização, a porcentagem de fumantes cai. Segue uma tabela que mostra a porcentagem de fumantes versus o cargo e o que eles fumam. Nota-se que mais de 90% fumam cigarro.

 

Distribuição em % Geral Presidente, Gerente Geral Diretor Gerente

Supervisor Profissional Especializado

Fumante 13,82 22,76 18,52 14,17 14,12 12,27

Não fumante 86,18 77,24 81,48 85,83 85,88 87,73

Cigarro 97,57 93,22 90,00 97,17 98,31 97,76

Cachimbo 0,99 3,39 3,85 0,85 0,56 0,90

Charuto 1,43 3,39 6,15 1,98 1,13 1,35

Um fator que também chama muito a atenção é que os presidentes fumam mais vezes ao dia que os demais: em média, 11,83 vezes por dia. Os diretores aparecem em seguida, fumando 11,26 vezes por dia. Já os profissionais especializados fumam

8,23 vezes por dia.

Dois fatores podem explicar essas diferenças. Primeiro, a idade. Aqueles que carregam o hábito há mais tempo têm mais dificuldades para se livrar dele.

Normalmente, os donos de cargos mais elevados na hierarquia têm mais tempo de carreira. Em segundo lugar, aparece a questão do espaço corporativo. Quem sobe na empresa pode usufruir de salas individuais, nas quais fumar é mais fácil.

Mas tudo isso traz um custo. Uma análise comparativa feita pelos técnico do Grupo Catho concluiu que os executivos fumantes ganham menos. A diferença é considerável e aparece em todos os níveis hierárquicos. Por exemplo: os diretores que fumam ganham, em média, R$ 707/mês a menos. Entre os gerentes são R$ 298/mês a menos e para o profissional especializado (engenheiro, contador,

etc.) são R$ 134/mês a menos.

 
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