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Produção de fumo se mantém no Estado de SC apesar da diminuição dos fumantes (27/1/2011)
Economia SC

http://www.economiasc.com.br/index.php?cmd=agronegocio&id=4551

LEONARDO GORGES

Até cerca de meio século atrás, fumar representava uma condição de elegância e status elevado para a maioria das pessoas. O hábito de tragar cigarros era extremamente popular. A partir da metade dos anos 1980, pesadas campanhas antitabagistas passaram a mostrar o cigarro como inimigo número um da saúde humana.

Embora o número de fumantes caia todos os anos no País (dados do Instituto Nacional do Câncer revelam que o número de fumantes caiu 45% nos últimos 20 anos), a produção de tabaco se mantém praticamente estável no decorrer do tempo. De acordo com o coordenador-técnico da filial de Araranguá da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Guido Ripplinger, a situação no campo não vem mudando por causa das exportações.

"Como cerca de 80% do que é produzido no sul do País vai para exportação, a situação no campo ainda não tem mudado sensivelmente", afirma. Porém, segundo Ripplinger, o cerco está começando a se fechar. Ainda há muitos países onde o consumo do tabaco não tem o mesmo estigma que no Brasil, porém o panorama mundial também vem mudando.

"É provável que num período bem próximo a produção comece a cair gradualmente", conta o técnico. Segundo ele, os produtores têm noção dos malefícios que o fumo pode trazer à saúde. Tanto que a nominação que eles mais utilizam atualmente é a de "produtores de tabaco". "Há pessoas que chegam a nos comparar com criminosos", diz.

Falta de opções rentáveis

Apesar desse quadro, a produção de tabaco permanece forte em Santa Catarina por uma simples razão: dinheiro. "A rentabilidade por hectare de uma colheita de fumo é muito maior que a dos principais produtos plantados no Estado", diz.

Segundo dados do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), a renda bruta por hectare do fumo atinge mais de R$ 4 mil, enquanto o milho e o feijão rendem cerca de R$ 600. Por mais que fumar esteja caindo na impopularidade, contra valores como estes fica difícil competir.

Leia também: Produtores de fumo reclamam de preços baixos e entraves para comercialização

leonardo@economiasc.com.br

 

 

 
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