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"O Estado está pronto para ajudar”, afirma Tarso (21/2/2011)
GAZ

http://www.gaz.com.br/gazetadosul/noticia/264216-o_estado_esta_pronto_para_ajudar_afirma_tarso.html


Em seu escritório de trabalho, montado em um salão da ala residencial do Palácio Piratini, o governador Tarso Genro (PT) usa três mesas. Sobre a maior, de reuniões, repousam pastas e documentos a serem analisados. É por ali que os assessores mais próximos fazem o vaivém da papelada.

Ao lado tem uma menor, com um computador. A terceira, com uma cadeira de um lado e duas no outro, é coberta por um mapa do Rio Grande do Sul com marcações feitas com pincel atômico. A divisão das metades norte e sul é a que mais chama a atenção de quem fica cara a cara com Tarso e vê o Estado de ponta-cabeça. As anotações são feitas em azul e vermelho.

Foi nessa mesa, rodeada por objetos antigos – incluindo um telefone vermelho, com pelo menos 20 anos de uso –, que um governador tranquilo e à vontade, com o último botão da camisa aberto e a gravata levemente solta, conversou com a Gazeta do Sul no começo da semana. Tanto nas declarações quanto nas anotações que iam sendo feitas no verso de folhas de ofício usadas, recém-recebidas de assessores, Tarso demonstrou conhecimento das principais demandas regionais dos gaúchos.

Ele se disse parceiro e adiantou como pretende ajudar o Vale do Rio Pardo em suas duas principais reivindicações pós-conclusão do eixo norte da RSC–471, inaugurado no fim do ano passado: a duplicação do trecho Candelária–Venâncio Aires da RSC–287 e a construção do Hospital de Pronto-Socorro Regional (HPS), em Santa Cruz do Sul. Na área da saúde pública ele não tem dúvidas de que pode aproveitar o bom relacionamento que tem com a presidente Dilma Rousseff (PT) e o trânsito livre nos ministérios para encaixar o projeto no orçamento da União. É o que os líderes regionais já vêm pleiteando desde 2007.

Segundo o governador, o projeto de construção de um HPS no Vale do Rio Pardo se encaixa em duas das três metas prioritárias do Estado na área, que são a construção de Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), a ampliação da Estratégia de Saúde da Família (ESF) e o fortalecimento dos hospitais regionais. “E um HPS não deixa de ser uma UPA e não deixa de ser um reforço no serviço hospitalar da região. Com certeza podemos aproveitar o bom relacionamento do Estado com a União para encaminharmos esse projeto”, assegura, garantindo que a Secretaria Estadual de Saúde se habilitaria a ajudar as prefeituras na manutenção dos serviços.

Na área de logística, Tarso confirma que existe a necessidade de duplicação de trechos de rodovias estaduais, incluindo a RSC–287. Ele foi claro ao destacar, no entanto, que a prioridade é não deixar parar obras que estavam em andamento no governo de Yeda Crusius (PSDB). “Deixar essas obras paradas sai mais caro”, avalia, destacando que “uma das que vamos dar andamento o quanto antes é a conclusão do asfaltamento entre Rio Pardo e Cachoeira do Sul (ERS–403), que é uma rodovia importante para o desenvolvimento dessas duas microrregiões”. Os acessos asfálticos a municípios também são prioridades no setor.

Para a duplicação da RSC–287 Tarso tem duas saídas: a utilização de parte dos R$ 2 bilhões que estão sendo garantidos pelo Banco Mundial e o BNDES ou a inclusão da obra nas discussões sobre o novo modelo de pedágio que será adotado no Estado a partir de 2013, quando vencem os atuais contratos do Programa Estadual de Concessão de Rodovias. “Podemos tanto incluir a obra nas negociações quanto fazer parceria ou até assumir essa responsabilidade”, prevê Tarso, certo de que o Estado precisa de investimentos pesados em infraestrutura para continuar crescendo.

O debate, afirma o governador, será via Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), órgão consultivo que terá 85 integrantes dos mais diversos setores e começa a se reunir em março. Os nomes de 80 conselheiros já foram anunciados e nenhum deles é do Vale do Rio Pardo. Tarso garante que isso não exclui a região das discussões de temas importantes. “O debate será sempre misto, ouvindo grupos temáticos dos setores em questão. Aí todas as regiões e setores econômicos estarão representados”, garante o governador.

Para a região, a lista de Tarso inclui outra meta importante: tentar reverter a maré de investimentos em Santa Catarina que as empresas fumageiras de Santa Cruz e Venâncio Aires iniciaram em 2005 para fugir do rombo da não-compensação dos créditos de ICMS referentes à exportação. Somente a Alliance One acaba de construir uma megaunidade de beneficiamento de fumo em Araranguá, onde foram investidos R$ 100 milhões. Até duas safras atrás a linha de produção funcionava em Santa Cruz. “Sabemos dessa situação, que é consequência da guerra fiscal entre os estados brasileiros. Estamos planejando uma série de mudanças na política estadual de incentivos e, assim que estiver tudo definido, sentaremos com as fumageiras para abrir o diálogo”, anuncia o governador, que avalia chegar ao 50º dia de gestão com saldo positivo. “Estamos abrindo um novo ciclo.”


O HPS
Há mais de três anos a região está mobilizada para obter recursos para a construção do HPS Regional. O projeto técnico está pronto. A previsão é que o prédio fique às margens da RSC–287, em Linha Santa Cruz, próximo do Comando Rodoviário da Brigada Militar. O HPS atenderá a 68 municípios. Para a obra sair do papel são necessários R$ 25 milhões, incluindo os equipamentos. Serão 82 leitos, sendo dez de UTI.


OS PEDÁGIOS
Nessa quinta-feira, Tarso Genro informou ter falado por telefone com a presidente Dilma Rousseff, que deu carta branca para o Estado definir qual o modelo de pedágios que será implantado a partir de 2013. Há dois anos a então governadora Yeda Crusius devolveu à União a responsabilidade sobre os pedágios do Estado. Tarso quer reduzir as tarifas em até 50% e mudar o sistema, atualmente dividido em polos de concessão, em que a empresa assume um grupo de rodovias de pouco fluxo e uma de grande movimento para compensar. A proposta é aderir ao sistema ponto-a-ponto, no qual se cobra por quilometragem rodada.


A RSC–287
Não é de hoje que o trecho de 65 quilômetros da RSC–287, entre Candelária e Venâncio Aires, vem dando sinais de esgotamento. No fim do ano passado o Daer definiu, por meio de licitação, as empresas que farão o estudo de viabilidade da duplicação dos trechos Candelária-Santa Cruz e Santa Cruz-Venâncio, ao custo de R$ 1,9 milhão. Os levantamentos ainda não começaram. A obra não custaria menos de R$ 100 milhões, estimam os técnicos.


OS CRÉDITOS
Quando compram tabaco de produtores de Santa Catarina e trazem o produto para industrializar no Estado as empresas acabam gerando os chamados créditos de ICMS. Como depois o tabaco é exportado, a Lei Kandir assegura que elas tenham os valores ressarcidos. Ocorre que desde 2005 a compensação está abaixo do valor devido, obrigando as principais fumageiras a investir pesado em Santa Catarina para beneficiar e exportar o tabaco lá produzido.


As informações são do repórter Igor Müller/ Jornal Gazeta do Sul

 
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