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Sinditabaco debate consultas públicas da Anvisa (22/2/2011)
Gazeta do Sul

http://www.gaz.com.br/noticia/264715-sinditabaco_debate_consultas_publicas_da_anvisa.html

O Sindicato da Indústria do Tabaco (Sinditabaco) promoveu no fim da manhã de hoje em sua sede, em Santa Cruz do Sul, uma reunião com representantes da comunidade para debater as consultas públicas 112 e 117 que estão sendo promovidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A proposta, segundo o presidente do Sinditabaco, Iro Schünke, é unir forças antes que toda a cadeia do tabaco seja comprometida. A entidade aproveitou o encontro para fazer esclarecimentos sobre o assunto.

Publicada no Diário Oficial da União no dia 30 de novembro, a consulta nº 112 trata da proibição da utilização das substâcnias usualmente empregadas na fabricação de cigarros. Caso a medida entre em vigor, restringindo o uso de açúcares e aromatizantes na composição do cigarro, o fumo tipo Burley perderá mercado. Hoje 50 mil famílias cultivam essa variedade no Sul do Brasil. No dia 28 de dezembro a Anvisa lançou a consulta nº 117, propondo a proibição da exposição de cigarros nos pontos de venda e ainda limitações à publicidade e promoção do produto.

Segundo Schünke, caso aprovadas as medidas incentivariam o mercado ilegal, reduziriam a arrecadação de impostos e de postos de trabalho e afetariam diretamente a renda no campo, além de promover perdas de divisas nas exportações. Por causa desses e outros impactos, busca-se a suspensão das consultas, cujo prazo final é dia 30 de março. Ele sugere que todos se mobilizem, façam pressão política em Brasília e também participem das consultas públicas, manifestando posição contrária à implantação das normativas.

AUDIÊNCIA PÚBLICA
Pela manhã, em entrevista à Rádio Gazeta AM, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Fumo e Alimentação (Stifa), Sérgio Pacheco, disse que a entidade está articulando, por intermédio do deputado estadual Heitor Schuch (PSB), uma reunião com a Presidência da Assembleia Legislativa para tratar do assunto. A ideia é promover uma audiência pública em Santa Cruz do Sul.

"Queremos trazer essa discussão para Santa Cruz. Vamos levar 5 mil trabalhadores e agricultores para o Parque da Oktoberfest e mostrar que temos força. Temos que defender o tabaco, que é a nossa grande fonte de renda", frisou Pacheco. Ele avalia que o setor enfrenta uma batalha desigual. "Mas os gaúchos gostam disso e tenho certeza que vamos sair vitoriosos. Do Paraná pra cima as pessoas e as autoridades estão se lixando para o nosso problema", criticou.

Conforme o dirigente, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) diz que qualquer mudança no atual quadro da produção de tabaco no Brasil - como a questão das misturas do cigarro, por exemplo - refletiria imediatamente no aumento do contrabando do produto. "Não é num canetaço que as pessoas vão deixar de fumar. Se mudar a produção no Brasil imediatamente as pessoas vão consumir cigarro do Paraguai, que é uma porcaria e ainda não gera emprego, renda e impostos", projeta.

As informações são da repórter Michelle Treichel/Gazeta do Sul
publicado por: Igor Müller
 

 
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