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Abead apoia iniciativa da ANVISA no combate ao tabagismo (14/3/2011)
Vanessa Costa

http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=32023:abead-apoia-iniciativa-da-anvisa-no-combate-ao-tabagismo-&catid=45:cat-seguros&Itemid=324

A sugestão da ANVISA de proibir aditivos nos cigarros e a restringir a publicidade nos pontos de venda provocou a reação da indústria do tabaco, como era esperado.

Em audiência na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, as multinacionais do cigarro retomaram a estratégia de utilizar pequenos produtores e varejistas, além dos seus funcionários, para defender seus lucros. Na ocasião insistiram que a produção de cigarro é a principal fonte de renda de muitas famílias, muitos delas de baixa renda, e que essas pessoas é que seriam as maiores prejudicadas com as restrições propostas pela ANVISA e a conseqüente diminuição nas vendas de tabaco. Omitiram em sua exposição o interesse em defender seus próprios interesses e os milhares de mortes causadas pelos seus produtos.

Obviamente é uma argumentação tacanha, para não dizer oportunista. Não é absolutamente defensável manter, ou criar, empregos à custa da saúde da população. O tabagismo mata 200 mil pessoas no Brasil por ano, ou 548 mortes diárias, 23 por hora. Quem, no mundo civilizado, pode enxergar vantagem nessa troca? Certamente, nem mesmo os trabalhadores da cadeia produtiva do tabaco.

As justificativas da indústria do tabaco não levam em consideração o risco à saúde, e as medidas sugeridas pela ANVISA são importantes para salvar vidas.

Apesar de não ser permitida a propaganda de cigarro na TV e nos meios de comunicação em massa, está comprovado que a publicidade em pontos de venda é uma estratégia utilizada para estimular o consumo e experimentação de cigarro e é percebida tanto por fumantes, como por não fumantes, principalmente os jovens. As embalagens expostas nos pontos são cada vez mais atraentes, com cores e designs sedutores, além dos displays coloridos e iluminados e a própria localização dos pontos de venda. Não faz sentido permitir a propaganda de um produto que mata metade de seus consumidores.

Também está em questão a proibição do uso de açucares e aromatizantes, que servem de estímulo para o consumo entre crianças e jovens e ainda aumenta o risco de dependência. Esta também será uma medida essencial para enfrentar o grave problema de saúde pública representado pelo tabagismo. Sabe-se que 90% dos fumantes iniciam o consumo antes dos 19 anos e uma das estratégias relatadas pela própria indústria em seus documentos internos é justamente a criação de cigarros com sabores:

“Várias crianças, quando elas começam, não gostam do sabor do cigarro e elas começam a tossir. Mas um cigarro com sabor, digamos cereja, eles podem parecer melhor. E pode matar o gosto (ruim do cigarro) para eles e eles podem começar mais cedo.” (Brown & Williamson, 1984)

Para a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), as estratégias de oposição das indústrias do tabaco à ANVISA se chocam com a garantia de saúde à população, uma vez que se posicionam contra medidas fundamentais para a prevenção de uma das maiores causas de morte evitável no mundo. É dever do Estado proteger a população dos males causados pelo tabaco e, ao mesmo tempo, criar condições para que os trabalhadores da cadeia produtiva do cigarro tenham condições de reinserção em novos mercados.

Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas.

 
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