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Bitucas já fizeram vítimas (3/4/2011)
Diário de Maringá

http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/406432/bitucas-ja-fizeram-vitimas/

• Carla Guedes
A dona de casa Edi Neves Morais, 54 anos, nunca fumou, mas foi vítima de uma bituca no início do ano. Ela passava pela Rua Santos Dumont, no centro de Maringá, acompanhada da filha, quando sentiu algo queimando a pele. "Eu fiquei tão assustada que quase tirei a roupa na rua", relata.

Dona Edi foi vítima de um fumante mal-educado, que atirou a ponta do cigarro ainda acesa pela janela de um prédio comercial. "Eu chacoalhei a blusa e vi o cigarro caindo". A blusa que ela vestia furou e a brasa formou uma bolha na pele.

Na hora, dona Edi procurou a administração do prédio para relatar o ocorrido e uma funcionária decidiu ir até as salas comerciais para verificar onde havia fumantes. Em uma delas, as duas descobriram uma janela exatamente na direção da calçada por onde Edi havia passado. "Eu lembro que havia um cheiro forte de cigarro e a moça da sala ficou parada na porta, apavorada".

Edi e a funcionária da administração decidiram voltar ao local onde a bituca caiu e encontraram dezenas de cigarros, da mesma marca, jogados na calçada. "A pessoa arremessava tanto cigarro pela janela, mas não pude acusar ninguém", conta.

"Os fumantes precisam ter consciência do mal que estão causando. Aquela bituca poderia ter acertado a cabeça de alguém ou ainda caído em um carrinho de bebê. É uma falta de respeito e consciência porque eles estão fazendo da rua, um cinzeiro". A dona de casa preferiu não denunciar o caso à polícia.Ruas e calçadas viram cinzeiros a céu aberto.

Ruas e calçadas viram cinzeiros a céu aberto

Sem cinzeiros sobre as mesas, as bitucas vão direto para o chão. É assim em bares, restaurantes e lanchonetes de Maringá, algo confirmado por quem trabalha com varrição de ruas. "A gente recolhe bituca demais", conta o gerente do setor de Limpeza Pública da prefeitura, João Fragoso.

O maior volume de pontas de cigarros é visto nas portas de bancos e em bares e lanchonetes do centro da cidade. "O pessoal varre e segundos depois elas aparecem de novo, não tem jeito". O problema é que os tocos do chão são levados pelas enxurradas para as galerias pluviais, despejados em córregos e na rede de esgoto e se transformam em problema ambiental.

Com os fumantes impedidos de acender cigarros dentro de bares, sob toldos que protegem as mesas dispostas nas calçadas e ao ar livre perto de aglomerações, as sarjetas na frente dos estabelecimentos se transformaram em um grande cinzeiro. "É uma porquice", reclama Leomar Antônio Ames, dono de bar na Avenida Brasil, no Centro.
As pontas de cigarro não dão sossego ao comerciante, que tem de varrer a calçada todo dia, depois que os clientes vão embora. Ele se queixa de não poder disponibilizar cinzeiro para os fumantes. "Recolheram tudo e agora as bitucas vão para o meio-fio. Com os cinzeiros era bem mais prático para a gente".
 

 
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