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Empresas de tabaco fogem para a Ásia (4/4/2011)
O Rio Branco

http://www.oriobranco.net/mundo/12973-empresas-de-tabaco-fogem-para-a-asia.html

Países asiáticos que não aderiram ao tratado da Organização Mundial de Saúde sobre o tabaco são alvos de grandes empresas
Objetivas regulações e o sucesso das campanhas antitabagismo continuam a cortar as receitas das empresas de tabaco nos países ricos. Em países com grande desenvolvimento – China e Índia – os governos preocupam-se em proteger as empresas locais das produtoras de cigarro ocidentais. Isso as deixa com poucos mercados em potencial de crescimento e uma relativa falta de regulamentação. Destes, o sudeste asiático parece o mais promissor para a próxima década.

Nesta região, Indonésia – com uma população de 238 milhões – e Filipinas – cerca de 96 milhões de pessoas – são as galinhas dos ovos de ouro. A Indonésia, um dos mercados menos regulamentados do mundo, é um dos poucos países asiáticos que não ratificou o tratado da Organização Mundial de Saúde sobre o controle de tabaco. A publicidade de cigarros é forte. Uma em cada quatro crianças, entre 13 e 15 anos, é fumante. No ano passado, um vídeo postado na internet mostra uma cadeia de crianças de dois anos fumando, o que provocou grande indignação entre os grupos de saúde do Ocidente.

A cultura e venda de tabaco representa cerca de 10% das receitas do governo do país, e gera milhões de empregos. Roger Quarles, presidente da Associação Internacional dos Fumicultores, salienta que um dos principais objetivos do governo é que estas pessoas permaneçam com seus empregos, mesmo que com baixos níveis de educação, em parte para evitar a desordem pública. Por isso, afirma Quarles, a repressão sobre esta indústria é altamente impraticável na Indonésia.


Tentáculos multinacionais

As maiores empresas ocidentais estão indo fundo. A Philip Morris International (PMI) comprou a Sampoerna da Indonésia por US$ 5 bilhões, em 2005, e agora controla 30% do mercado interno. A empresa está otimista com o futuro na região, e já viu o volume de vendas aumentar significativamente. Uma empresa de análise de dados afirmou — com a condição do anonimato próprio e do seu cliente – que uma grande empresa de tabaco a contratou para identificar e abordar os indonésios influenciadores nas redes sociais, para que pudessem oferecer incentivos para ligarem-se às suas marcas.

Filipinas também combina crescimento com uma leve regulação. No último ano, a Philip Morris formou um joint venture com a Fortune Tobacco, que produz cigarros a baixos preços. As empresas, juntas, detêm 90% do mercado interno do país, que gera US$ 1,7 bilhão . As empresas veem um grande potencial de crescimento em regiões com baixas taxas de mulheres fumantes. Em 2009, um estudo em sete países do sudeste asiático mostrou que o número de fumantes entre meninas com menos de 16 anos está crescendo significativamente. Na Indonésia e nas Filipinas, os cigarros já são vendidos em pequenos pacotes de batons, em uma tentativa de captar o glamour dos cosméticos de alta qualidade.

Os países que enfrentam a pobreza e o desemprego podem estar relutantes em reprimir uma indústria capaz de proporcionar tamanha receita e empregos para a população. Entretanto, eles também estão, lentamente, começando a reconhecer os custos à saúde associados ao tabagismo. Em muitos países, o movimento está pendendo a favor do antitabagismo. Até agora, os grupos de defesa são fracos nesses locais, enquanto as grandes empresas de tabaco possuem grandes amigos.


 

 
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