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Fumar, do hábito ao óbito (12/4/2011)
Época

http://colunas.epoca.globo.com/saude/2011/04/11/fumar-do-habito-ao-obito/

Cláudia Schwanz Orfaliais

O tabagismo é o maior problema de saúde pública do mundo. Cinco milhões de mortes por ano estão diretamente ligadas ao hábito de fumar.

Um único cigarro possui cerca de 4.500 substâncias químicas, sendo mais de 60 delas cancerígenas. Existem até substâncias radioativas na fumaça do cigarro. A nicotina produz dependência superior à cocaína ou à heroína.

Existem 2 bilhões de fumantes passivos no mundo, sendo que metade da população infantil se encontra nessa situação. Fumo passivo é a maior causa de doenças respiratórias em crianças.

O ato de fumar acarreta problemas em praticamente todos os órgãos do corpo, pois a nicotina interfere com a circulação sanguínea. No fumante, há um risco aumentado de ocorrer infarto, acidente vascular cerebral, gangrena e até amputação de membros. A pele fica mais seca, com mais rugas; os ossos podem ficar mais enfraquecidos, com maior chance de osteoporose. A circulação sanguínea também pode ficar prejudicada nos ovários, testículos e pênis, levando à infertilidade e impotência. Nos olhos, podem ocorrer alterações na retina, catarata e até cegueira. O olfato e o paladar também ficam muito alterados.

Vários tipos de câncer estão diretamente relacionados ao fumo (boca, laringe, pulmão), enquanto outros têm maior chance de acontecer em fumantes. O pulmão é agredido de forma cumulativa pelo fumo, levando à bronquite, pneumonia e chegando até o enfisema pulmonar.
Parar de fumar melhora a qualidade de vida da pessoa e de todos ao redor. Olfato e paladar são restabelecidos. O risco de doença cardíaca começa a decair: um ano sem fumo o reduz à metade; em dez anos sem fumo, atinge o nível daqueles que nunca fumaram.

Cláudia Schwanz Orfaliais é pneumologista/pediatra, com graduação e especialização pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre em medicina pela Universidade Federal Fluminense

 

 
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