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Encontro Global necessita de continuidade e acompanhamento urgente (20/9/2011)
FCA e ACT

WASHINGTON, 19/9/2011 – Líderes globais deveriam ser parabenizados pelo  forte comprometimento com o controle do tabagismo, afirmou a Framework Convention Alliance (FCA), aliança de organizações não governamentais da qual a Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) faz parte.  Assim como a ACT, a FCA participa do encontro de alto nível das Nações Unidas sobre Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), que acontece em Nova York.

“Estamos otimistas de que a Declaração Política, acordada nesta segunda-feira no Encontro de Alto Nível sobre DCNTs, faça com que os governos acelerem a implementação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT)”, disse Laurent Huber, director executive da FCA. “Este é um reconhecimento no mais alto nível politico de que a Convenção Quadro precisa de mais recursos e mais vontade política para ser totalmente efetiva”.

“Nosso papel agora será apoiar as Partes da CQCT para transformar rapidamente as promessas feitas na reunião em ação para coibir a epidemia do tabaco”, acrescentou.

 A Declaração Política do encontro, que termina nesta terça-feira, destaca o papel do uso do Tabaco como o maior fator de risco para as DCNTs, responsáveis por cerca de 2/3 das mortes anuais, especialmente nos países em desenvolvimento. O documento também compromete os governos a acelerar a implementação da Convenção Quadro, o tratado global que inclui um amplo espectro de medidas para diminuir o consumo do tabaco. Ele destaca, ainda, a importância de uma medida em particular – os impostos sobre tabaco – como “um meio efetivo e importante de reduzir o consumo de tabaco”.

De acordo com a OMS, as DCNTs são as principais causas de mortes no mundo, abrangendo diversos países, todas as classes sociais, com todos, homens, mulheres e crianças, sujeitos a essas doenças. Das 57 milhões de mortes no mundo em 2008, 33 milhões ou 58% foram devido às DCNTs, com destaque para as doenças cardiovasculares, diabetes, cânceres e doenças respiratórias crônicas. Além dos impactos na saúde, essas doenças acarretam um enorme ônus social e econômico, principalmente nos países em desenvolvimento.

No Brasil as DCNTs constituem o problema de saúde de maior magnitude, correspondendo a cerca de 72% das causas de morte, atingindo fortemente as camadas de menor poder aquisitivo e grupos vulneráveis, como idosos e a população de baixa escolaridade e renda.

Apesar do seu rápido crescimento, o impacto das DCNTs pode ser revertido por meio de intervenções amplas e custo-efetivas de promoção da saúde para redução de seus fatores de risco, além da melhoria da atenção à saúde, detecção precoce e tratamento oportuno. Uma grande porcentagem das DCNTs pode ser prevenida através da redução de seus principais fatores de risco: consumo de tabaco e álcool, sedentarismo e alimentação não saudável.

Apesar do reconhecimento do papel do controle do tabagismo, a Declaração Politica feita na ONU é insuficiente para frear as DCNTs. Se os esforços atuais não forem intensificados, as quatro principais DCNTs causarão uma perda econômica aos países de baixa e média rendas de cerca de 500 bilhões de dólares anualmente, no período de 2011-2025 (media de 25 dólares por pessoa por ano em países de baixa renda, 50 dólares nos de renda media e 139 dólares no de alta renda), de acordo com o Fórum Econômico Mundial.

Se, ao contrário, medidas preventivas e tratamento, incluindo o tabagismo, forem adotadas, a OMS prevê um custo de 11.5 bilhões de dólares anualmente (menos de um dólar nos países de baixa e media renda e três dólares nos de renda alta). Entretanto, os estados membros das Nações Unidas, segundo a FCA, falharam ao concordar com uma meta geral para reduzir das mortes por DCNTs e adiar para 2012 o conjunto de medidas como redução do uso do tabaco e do sal. A FCA acrescenta que será bom envolver as ONGs no processo de desenvolvimento de indicadores e alvos, úteis para salvaguardar as tentativas de interferência da indústria do tabaco, um meio de engajar maciçamente a população e uma fonte de experiência.

 

 

 

 
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