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HERSON CAPRI: ator veterano fala sobre o cigarro e a luta vencida contra o câncer de pulmão (15/2/2012)
Revista Trip

http://revistatrip.uol.com.br/trip-fm/herson-capri.html

Paranaense de Ponta Grossa, Herson Capri veio a São Paulo para estudar economia na PUC, onde se apaixonou pelo teatro. A estréia na televisão aconteceu em 1975, na telenovela Vila do Arco, na extinta TV Tupi. Depois passou por Rede Bandeirantes, TV Cultura e chegou na Rede Globo em 1982, na novela Elas por Elas. De 1984 para cá foram mais de 30 trabalhos entre novelas e minisséries na emissora. Até que em 1999, aos 48 anos, quando se preparava para interpretar Jesus na peça Paixão de Cristo, ele descobriu que tinha um câncer no pulmão. 

 

O diagnóstico precoce e uma série de tratamentos felizmente o colocaram no grupo minoritário entre aqueles que enfrentam a doença, o grupo dos que sobrevivem. O Trip FM desta semana recebe o ator que atualmente interpreta o Alberto na novela das 7, Aquele Beijo. Herson também está em cartaz em São Paulo, junto de Beatriz Segall, com a peça Conversando com Mamãe. Ele também está na revista Trip #207, de fevereiro, em uma edição toda voltada para discutir e pensar a questão do cigarro e da indústria tabagista no Brasil. 

"De 30 e poucas novelas que eu fiz, devo ter feito seis ou sete vilões. Só que eles marcam muito, então sempre tem isso de as pessoas acharem que eu sempre faço o cara mau"

Na entrevista, Herson falou sobre a luta vencida contra um câncer de pulmão descoberto em 1999, o uso e abuso dos cigarros, que entraram na sua vida muito cedo, aos 11 anos de idade, e sobre a carreira de ator, especialmente sobre os vilões a quem deu vida na telinha.

"O vilão marca tanto o ator que fica parecendo que o cara só faz vilão. De 30 e poucas novelas que eu fiz, devo ter feito seis ou sete vilões. Só que eles marcam muito, então sempre tem isso de as pessoas acharem que eu sempre faço o cara mau. Tanto é que teve um período na Globo que eu falei que ia parar de fazer esses papeis", brincou o prolífico ator global. "Eu adoro fazer vilão. O vilão é aquele cara que, sem ele, a novela não existe. Se ele não existir, se ele não fizer maldades, a novela não anda."

Foi a carreira de ator que, por acaso, o levou a descobrir sua doença antes que fosse tarde de mais. Enquanto se preparava para encenar a Paixão de Cristo no interior de Pernambuco, Capri precisava perder peso rapidamente e encararia uma lipoaspiração para viver o papel do Messias. Mas um raio-x do seu pulmão em um dos exames pré-operatórios acabaram revelando um problema muito maior do que alguns quilinhos a mais.

"Em 99 eu fui convidado para fazer a Paixão de Cristo em Pernambuco como Cristo. Eu já tinha feito antes como Pilatos. E esse é um mega espetáculo. Vários palcos, oito mil pessoas assistindo... E como eu estava com uma barriguinha, precisava me preparar. Então fiz regime, consultei um médico e ele disse para eu perder cinco quilos mas não perder mais do que isso. Ele disse para que, se eu quisesse, para eu encarar uma lipo. Quando fiz os exames pré-operatórios para fazer Jesus, eu descobri que tinha um câncer. Então os médicos decidiram operar uimediatamente. 25 dias antes do espetáculo eu fui operado e fui fazer a peça ainda com a cicatriz recente." 

"Eu não posso dizer que me arrependi de fumar. Era uma época"

Mesmo depois de lutar contra o câncer de pulmão, o hoje ex-fumante não se arrepende de ter fumado a maior parte de sua vida. Capri vê a questão do cigarro de uma forma complexa e sabe que o uso da nicotina, para ele, sempre fui uma questão cultural.

"O cigarro nas décadas de 50, 60 e 70 tinha um apelo muito grande. Todos os astros do cinema fumavam, tanto em cena quanto fora de cena. Era uma propaganda de glamour. O cigarro estava associado a isso. Mulheres que fumavam tinham mais sensualidade e isso encantava todo mundo. Eu não posso dizer que me arrependi de fumar. Era uma época", ele comentou. "E eu fui nessa patota, nesse encantamento. E também tem o fator vício, essa coisa que já é feita de caso pensado, das pessoas se acostumarem, de ter um certo charme. Todo mundo que fuma sabe que o cigarro faz mal, mas também tem o componente burro: o componente social." 

 
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