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Estudo liga queda em nascimentos prematuros a leis antifumo (7/3/2012)
O Estado de S. Paulo

Desde que lei proibindo fumo em lugares públicos foi imposta na Escócia, nascimentos prematuros caíram 10%

07 de março de 2012 | 12h 24
 
Pesquisadores britânicos afirmam que, desde a introdução da lei que proíbe fumo em locais públicos na Escócia, em 2006, foi registrada uma queda de 10% na taxa de nascimentos prematuros no país.

 

 

O estudo da Universidade de Glasgow analisou dados sobre fumantes no país e os números de nascimentos na Escócia antes e depois da aplicação da lei.

 

A pesquisa incluiu dados relativos a mais de 700 mil mulheres coletados em um período de 14 anos.

 

A Escócia foi o primeiro país integrante do Reino Unido a implantar a proibição de fumo em locais públicos. Depois, a lei antifumo foi imposta no País de Gales, Irlanda do Norte e Inglaterra, em 2007.

 

Depois da implantação da lei na Escócia, o percentual de grávidas fumantes caiu de 25% para 19%.

 

Ao mesmo tempo, houve uma queda importante no número de nascimentos de bebês prematuros ou com baixo peso.

 

Os pesquisadores acreditam que esses dados estejam ligados à lei antifumo, mesmo levando em conta que os percentuais começaram a cair alguns meses antes da proibição ser introduzida - a incidência de fumo também registrou leve aumento após a aplicação da lei.

 

O estudo foi publicado na revista especializada Plos Medicine.

 

 

Outros benefícios

 

 

Os pesquisadores acreditam que os benefícios gerados pela aplicação da lei antifumo podem ser somados a outros, como diminuição dos problemas cardíacos e dos casos de asma entre crianças.

 

O fumo também foi associado a problemas como baixo crescimento do feto e problemas na placenta.

 

Daniel Mackay, o cientista que liderou o estudo na Universidade de Glasgow, afirmou que as descobertas podem ser adicionadas ao "crescente número de provas dos amplos benefícios de uma legislação antifumo". Segundo ele, elas "dão apoio" à adoção dessa legislação por outros países.

 

Andy Cole, diretor da instituição de caridade voltada a cuidados especiais para bebês recém-nascidos, Bliss, saudou os resultados da pesquisa, mas lembrou que o o estudo analisa apenas um dos fatores ligados ao nascimento prematuro.

 

"A Bliss sempre recomenda que as mulheres não fumem durante a gravidez e que elas tenham uma vida mais saudável. No entanto, é importante lembrar que as razões que levam ao nascimento prematuro ou com peso abaixo do esperado são complicadas e que o fumo é apenas um dos fatores de risco", afirmou.

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