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Restrições ao tabaco preocupam área econômica do governo (7/5/2012)
Gazeta do Sul

http://www.gaz.com.br/noticia/344265-restricoes_ao_tabaco_preocupam_area_economica_do_governo.html

 COMENTÁRIO DA ACT:

A notícia abaixo traz muita preocupação, na medida em que um "abrandamento das restrições" como sugere o ministro podem significar prejuízos às políticas públicas de Controle do Tabagismo, duramente conquistadas ao longo dos últimos anos, em busca do cumprimento da Convenção-Quadro (CQCT), o qual o Brasil é signatário. A redução do consumo de produtos derivados de tabaco é uma tendência mundial. Mesmo sendo o maior exportador de folhas de tabaco do mundo, com 85% da sua produção abastecendo mercados externos - e que portanto, não são afetados pelas restrições nacionais impostas até o momento -, o país precisa se adequar no longo prazo, oferecendo alternativas aos produtores para que migrem para outros cultivos sustentáveis, principalmente de alimentos.

Restrições ao tabaco preocupam área econômica do governo

Ministro Fernando Pimentel reconhece dificuldades impostas pelas campanhas antifumo e diz que está atento ao setor

Juiz de Fora (MG) –  Enquanto representantes da cadeia produtiva do tabaco deflagram uma cruzada para amenizar os impactos das restrições aprovadas pela AgênciaNacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o próprio governo tenta encontrar alternativas a fim de evitar perdas para a economia nacional.

A atenção em torno do setor fumageiro tem justificativa. Terceiro produto agrícola no ranking das exportações, o tabaco gerou receita da ordem de US$ 2,89 bilhões em 2011 e contribuiu para que o Brasil figurasse entre os seis maiores exportadores mundiais. Diante do desafio de manter o crescimento das vendas externas, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, busca uma fórmula que estabeleça equilíbrio entre as recomendações dos órgãos de saúde e as exigências de resultados econômicos.

Na quinta-feira, após participar da inauguração da fábrica de caminhões da Mercedes-Benz, em Juiz de Fora (MG), Pimentel conversou com a reportagem da Gazeta do Sul. Atento à fatia que o tabaco representa na geração e recolhimento de impostos à União, ele se demonstrou preocupado com o que vem sendo proposto pelo Ministério da Saúde através da Anvisa. “O tabaco é importante não só para Santa Cruz e o Rio Grande do Sul, mas para todo o País. Por isso o governo tem trabalhado para manter a cadeia de fornecimento”, disse.

Pimentel reconhece as dificuldades impostas pelas campanhas antifumo adotadas pelo Brasil e diversos países a partir de recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). “O objetivo é que tenhamos um trabalho feito de forma adequada às exigências da Anvisa e Ministério da Saúde, que por sinal não são nossas, são internacionais”, afirmou. Uma possível busca pelo abrandamento das restrições estaria na pauta do governo, mas Pimentel preferiu não entrar em detalhes sobre os planos, que envolveriam mais debates no meio político.

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
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