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A Inflação do Cigarro (12/5/2012)
IstoÉ Dinheiro

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/83863_A+INFLACAO+DO+CIGARRO

Após perder o glamour de outrora, fumar torna-se também um peso no bolso do consumidor e nos índices de inflação.

Por Cristiano ZAIA
O ano de 2012 será para ser esquecido pelos fumantes brasileiros, um contingente que representa 14,8% da população. Quem compra cigarros da Souza Cruz, a maior fabricante do País, por exemplo, já paga de 20% a 24% mais caro pelas suas marcas favoritas, desde o dia 6 de abril. A empresa, que produz as marcas Derby, Hollywood e Free, campeãs de vendas, decidiu aumentar os preços ao consumidor antes mesmo do dia 1º de maio, quando entrou em vigor a nova alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos cigarros, que vai elevar a carga tributária sobre o produto dos atuais 62% para 70%. O repasse para o varejo, feito pela Souza Cruz, já revelou seus efeitos perversos. 

 
Em abril, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostrou que o cigarro subiu 15,04% em relação ao mês anterior, a maior variação do índice, e contribuiu com 0,12 ponto percentual da inflação total, de 0,64%. A partir deste mês, as outras indústrias do setor devem repassar a alta do IPI para os preços finais, o que deve elevar, em média, em 20% o preço do produto neste ano. Dessa forma, o País, que já teve a inflação do chuchu – legume citado pelo ministro Mário Henrique Simonsen no fim dos anos de 1970 para justificaar a elevação do preço dos alimentos –, agora passará a conviver com a inflação do cigarro. 
 
Uma piada sem graça, num momento em que o Banco Central se esforça para enquadrar o índice no centro da meta, de 4,5%. “O cigarro vai contribuir com 0,2 ponto percentual no IPCA, que deve fechar o ano em 5,5%”, diz Thiago Curado, da consultoria Tendências. Em maio, o produto deve subir 5% com o reajuste de outras marcas. E o horizonte só tende a piorar. Até 2015, o imposto deve subir mais 9 pontos percentuais. Além disso, para combater a pirataria, o governo estabeleceu um preço mínimo de R$ 3 para o maço, neste mês, e sobe a R$ 4,50 em 2015. Ou seja, quem fuma, além de prejudicar a saúde, ainda vai colaborar para o aumento da inflação.
 
 
 
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