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Questões do ISE são alvo de críticas de empresas (11/8/2005)
ACTBR

Fonte: Valor Econômico, 11 de agosto de 2005

Daniele Camba De São Paulo

 Apesar de muitas divergências ao redor do tema sustentabilida­de, empresas, consultores, ONGs, acadêmicos, fundos de pensão e pessoas da sociedade concordam em um ponto: precisa ser pública a pontuação de todas as 33 ques­tões que as empresas terão de responder para se candidatarem a fazer parte do índice de Susten­tabilidade Empresarial (ISE), que está sendo criado pela Bovespa, em parceria com outras sete enti­dades, além da Fundação Getúlio Vargas, na parte da metodologia do índice. Essa é  principal con­clusão da reunião pública que houve ontem na FGV, com o obje­tivo de discutir o ISE.

Entre as mais de 250 pessoas presentes no evento, o que mais se ouviu foram manifestações con­trárias à posição dos organizado­res do ISE em não revelar o peso que cada uma das questões terá na pontuação final. O principal argu­mento é que, em um processo de­mocrático, a sociedade e as pró­prias empresas têm o direito de sa­ber o peso de cada pergunta. Atépara conseguirem saber em.quais tópicos da sustentabilidade falha­ram e precisam melhorar para no futuro fazerem parte do !SE, caso não tenham ingressado no índice.

"~ como se a empresa fizesse um vestibular e não tivesse acesso ao gabarito das respostas", diz o ge­rente de Responsabilidade Corpo­rativa da AmBev, Luiz Eduardo do Amaral Osório. Para o gerente de Responsabilida,de Corpo­rativa da AmBev, Luiz Eduardo do Amaral Osório. Para o gerente de Relações com Investidores da Su­zano Bahia Sul Papel e Celulose, Gustavo Poppe, não divulgar as notas atribuídas às questões reduz a transparênáa do processo de ela­boração do índice, o que compro­mete a credibilidade do produto.

Do lado dos organizadores do ISE, o argumento para os pontos não serem públicos é evitar que as companhias transformem o ques­tionário em uma "conta de chega­da" para fazer parte do indicador, diz o coordenador do Centro de Estudos de Sustentabilidade (CES) da FGV, Rubens Mazon. Se depen­der da posição da FGV, a pontua­ção continuará sendo um segredo. Mesmo depois de tantas reivindi­cações da platéia, Mazon disse que a não divulgação é a melhor forma do índice estar "blindado" às pres­sões de empresas que não conse­guirem fazer parte da carteira.

Outra reivindicação importante feita por participantes do evento foi a exclusão do índice de empre­sas cujos produtos são prejudiciais à saúde como bebidas alcoólicas, fumo e armas, exatamente como era a idéia inicial. Para Mazon, a percepção é de que a decisão de não excluir companhias é irrever­síveL A FGV receberá sugestões pa­ra o ISE até o dia 22 de agosto, no endereço www.ise@fgvsp.br.

 
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